Sábado, 1 de outubro de 2011 - 20h05
Quatro delegados da Superintendência de Polícia Federal do Estado de Rondônia estiveram reunidos, ontem pela manhã, com cinco juízes da Justiça Federal para anunciar aos membros do poder judiciário as novas estratégias de atuação, investigação e combate à criminalidade no Estado, com destaque para o enfrentamento do crime organizado. O crescimento e a atuação das organizações criminosas é motivo de preocupação da agência policial.
Os agentes federais, através de palestra ministrada pelo delegado Araquém Alencar Tavares de Lima, expuseram aos magistrados da Seção Judiciária de Rondônia os fundamentos da chamada investigação policial moderna. Eles apresentaram dados mostrando que o custo anual da corrupção no Brasil está avaliado entre 40 e 60 bilhões de reais, quase o mesmo tanto que será destinado ao setor educacional em 2012, cerca de 66,5 bilhões. Diante de um quadro tão crítico, os agentes federais levaram uma indagação aos magistrados: como combater a maior ameaça aos direitos humanos, que são as organizações criminosas, a corrupção e os grandes delinqüentes?
Durante a exposição os agentes da lei destacaram uma das conclusões que movem a Polícia Federal a rever sua estratégia de atuação, que é a constatação de que ao longo dos anos aumentou exorbitantemente o número de inquéritos sem que isso tenha refletido necessariamente na redução da criminalidade. Como exemplo os policiais citaram os crimes ambientais cometidos contra a Floresta Nacional de Bom Futuro e contra as terras dos índios Uru Eu Wau Wau, que geraram centenas de milhares de inquéritos policiais contra invasores e delinqüentes ambientais e hoje, segundo Alencar, o local é praticamente uma cidade.
Na nova postura de atuação da PF, a instituição deverá combater a causa e não apenas os efeitos da ação criminosa, dando prioridade à qualidade da apuração e não à quantidade de inquéritos policiais. A idéia é fazer uso de tecnologias e perícias modernas, caprichar na eficiência investigativa, ter o comprometimento de todos os agentes policiais federais no cumprimento da missão constitucional da PF e agir dentro de uma visão policial global, empregando tratados de cooperação penal internacional e outros da área criminal, sem abrir mão do respeito aos direitos humanos.
Participaram do encontro os juízes federais Herculano Martins Nacif, Wagmar Roberto Silva, Marcelo Stival, Maria Juliana da Paixão e Cláudio Henrique Pina. A Superintendência Regional de Polícia Federal se fez representar pelos delegados: Donizetti Aparecido Tambani, superintendente regional; Altair Aparecido Galvão Filho, corregedor regional; Celso Rogério Mochi, delegado regional de combate ao crime organizado; e Araquém Alencar Tavares de Lima, delegado executivo.
FONTE: ASCOM/JFRO
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