Segunda-feira, 31 de julho de 2023 - 19h10

O atual governo
por meio de um decreto apresentado na última semana apontou novas regras de
compra, posse, porte e uso de armas de fogo para cidadãos civis, tornando o
controle de armas no país mais rigoroso. O texto faz limitações ao que foi
estabelecido no governo Bolsonaro, e a medida faz parte do Programa de Ação na
Segurança (PAS) lançado na posse do atual presidente e elaborado pelo
Ministério da Justiça e Segurança Pública.
A
deputada federal Cristiane Lopes, preocupada com o impacto na segurança dos
brasileiros, também assinou o requerimento de urgência do PDL 189/2023. “Não
podemos ignorar que o direito à autodefesa é essencial para a proteção da vida
e da propriedade dos cidadãos. É preciso buscar soluções que não violem as
garantias individuais previstas em nossa Constituição", afirmou.
As
principais mudanças são, à redução de armas e munições acessíveis para civis,
entre eles caçadores, atiradores e colecionadores; retomada da distinção entre
as armas de uso dos órgãos de segurança e as armas acessíveis aos cidadãos
comuns; fim do porte de trânsito municiado para caçadores, atiradores e
colecionadores; restrições às entidades de tiro desportivo; redução da validade
dos registros de armas de fogo; e a migração progressiva de competência às
atividades de caráter civil envolvendo armas e munições para a Polícia Federal.
A
flexibilização do acesso a armas foi uma das principais medidas tomadas pelo
presidente Jair Bolsonaro em seu mandato. O número de armas registradas por
CACs de 2018 até julho deste ano teve aumento exponencial. Desde a transição já
era sabido que o novo governo editaria medidas para dificultar o acesso a
armas, porém a maior circulação de armas na sociedade não inibe a ocorrência de
crimes e pode aumentar o risco de outras formas de violência.
A parlamentar
afirma que para revogar as normas estabelecidas pelo Poder Executivo, o projeto
precisa ser aprovado tanto na Câmara dos Deputados como no Senado, e o coro de
parlamentares que fazem oposição ao decreto precisa se manifestar.
"É
extremamente preocupante ver o governo empenhado em restringir o acesso do cidadão
de bem às armas. É preciso combatermos a violência de forma efetiva sim, mas
não punindo o cidadão de bem que busca proteger a si mesmo e sua família. Por
isso busco assegurar que a população tenha seus direitos preservados quanto ao
registro, posse, porte, cadastro e comercialização de armas de fogo, munições e
acessórios, além de disciplinar as atividades de caça.”
Esse
atual decreto viola totalmente as competências do Congresso Nacional para
legislar sobre o assunto cabendo somente à própria legislação federal
excepcionar exigências legais. Ao se flexibilizar o exercício da fiscalização
dos requisitos legais de necessidade, acaba se sobrepondo à competência
legislativa.
“Como
representante do povo, não posso ignorar o clamor da sociedade por maior liberdade
e autonomia na proteção de suas vidas, pois a liberdade do cidadão de bem de
garantir sua própria segurança é um pilar da democracia”, finalizou.
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