Sexta-feira, 30 de abril de 2010 - 08h58
Com os olhos voltados ao seu projeto de reeleição, o vice-governador João Cahulla assumiu o Palácio Presidente Vargas, em substituição a Ivo Cassol, que deixou o cargo para cumprir desincompatibilização e disputar uma vaga ao Senado nas eleições de outubro.
Completando apenas os primeiros trinta dias de governo, o atual inquilino do Palácio Presidente Vargas terá muitos desafios pela frente. A coisa já começou pelos grevistas da Educação e de saúde, testando seu pulso. E neste quesito, o novo governador se portou bem, conseguindo encaminhar o entendimento.
Cahulla tem um perfil mais conciliador que Ivo, mas deve seguir a risca o modelo deixado pelo seu antecessor, já que deu certo e foi uma administração bem sucedida tanto no campo político quanto no administrativo.
O novo governador não tem dificuldades na Assembléia Legislativa, onde a base de apoio do Palácio Presidente Vargas possui ampla maioria e segue a cartilha do expoente Cassol, mas terá desafios importantes a serem superados. O estado tem recebido menos recursos da esfera federal, por conta de cortes já anunciados, e todo inicio do ano existe uma queda na arrecadação, durante o inverno amazônico.
Setores com os de saúde, moradia e segurança pública tem sido os mais penalizados em vista do crescimento populacional nos últimos anos. A questão da saúde, no plano estadual, deve se firmar com o funcionamento do hospital regional de Cacoal, o que vai refletir numa queda substancial de pacientes a serem despachados para Porto Velho. Se o mesmo ocorrer em Vilhena – mais um hospital de base em pólo regional -, o projeto de regionalizar a saúde, estará concluído, e em bom termo.
Na esfera de segurança pública existem problemas sérios. A coisa vai desde a explosão do consumo de crak e tráfico de cocaína, refletindo nos elevados índices de criminalidade dos pólos regionais rondonienses, até invasões de terra e jaguncismo em outras regiões pioneiras do estado além do gargalo da falta de vagas nos presídios rondonienses.
Com uma carrada de obras para serem inauguradas nos próximos meses – desde as áreas de saúde e educação até estradas – o futuro governador tentará encaminhar seu projeto de reeleição em dobradinha com o ex- governador Cassol já de volta do seu périplo pela China e com a difícil missão de desatar os nós criados por rivalidades tribais na base aliada do governo estadual.
Fonte: Carlos Sperança
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