Terça-feira, 15 de maio de 2018 - 18h45
Com diversos cases de sucesso comprovados na indústria automotiva e mecânica de alta precisão, a robótica - ciência da concepção, construção e utilização de dispositivos artificiais de automação (robôs) – vem evoluindo de forma exponencial, ganhando cada vez mais espaço no nosso dia-a-dia e já sendo aplicada em diversos outros segmentos, como na medicina, agricultura e biotecnologia, através de dispositivos ou sistemas de informática que são capazes de aprender, ensinar e, até mesmo, interagir com pessoas. “Hoje, o mercado de trabalho e a elaboração de treinamentos também caminham para uma grande transformação, com o advento de robôs-instrutores cada vez mais sofisticados e versáteis”, afirma Pierre Jean Quétant, diretor no Brasil da Learning Tribes, empresa multinacional especializada em treinamento e desenvolvimento de pessoas.
Embora a aplicação dessa tecnologia inovadora favoreça a compreensão mais precisa sobre os meios digitais, potencializada pela aplicação sistemática das ferramentas de socialização e comunicação, o especialista afirma que não adianta ter a melhor tecnologia à disposição, se o conteúdo da capacitação não estiver a contento, impedindo que o profissional em treinamento possa aprender e absorver todo o conhecimento que está sendo transmitido. “Para garantir a efetividade do aprendizado, é preciso que seja traçado o perfil individualizado de cada aluno, criando-se um roteiro que seja devidamente adaptado às suas experiências, habilidades, preferências, necessidades e motivações, inclusive respeitando-se o ritmo e o momento vivido”, diz ele, complementando que a inteligência artificial é, justamente, a ferramenta que permite o desenvolvimento desse conteúdo coerente e assertivo. “Hoje, já temos instrutores virtuais que conseguem analisar as diversas variáveis presentes nos temas de estudo, considerando, inclusive, as preferências individuais e as facilidades ou dificuldades que cada treinando eventualmente possa ter, tudo isso através da interação simpática por meio de aplicativos, que podem ser baixados em qualquer smartphone”, finaliza Quétant.
Desenvolvedores de sistemas podem ser enquadrados no MEI
Recentemente aprovada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal, a Sugestão Legislativa (SUG nº 59/2017) é um projeto de iniciativa popular, cujo objetivo é o de permitir o enquadramento dos desenvolvedores de sistemas em informática na categoria de Microempreendedor Individual (MEI). Agora, a proposta irá tramitar na casa como Projeto de Lei (PL), com grande possibilidade de ser acatada ao seu final, o que tiraria da informalidade jovens empreendedores dessa profissão, cujo teto de remuneração previsto é de R$ 81 mil por ano.
Diminui o nº de novos processos trabalhistas
Com a alteração em mais de 100 dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a Reforma Trabalhista surpreendeu positivamente, em relação à redução expressiva do número de novas causas que ingressam na Justiça do Trabalho. Segundo dados do Tribunal Superior do Trabalho (TST), a média mensal de processos recebidos pelos tribunais de todo o país, em 1ª instância, caiu em 50% após a entrada em vigor da nova legislação laboral brasileira. “Havíamos previsto que, no 1º ano, a redução na entrada de novos processos seria de 50% e, em 2 anos, chegaria a 70%. Erramos, pois a previsão de 1 ano veio em apenas 5 meses”, comemora o advogado e professor Piraci Oliveira, um dos especialistas jurídicos do SIMPI.
Recuperação Judicial: Solução ou problema?
No momento de crise que o país atravessa tem sido bastante comum as empresas pensarem em recuperação judicial. De forma simplificada vemos a recuperação judicial como um meio à disposição das empresas para evitar a falência. Prevista na Lei 11.101/2005, trata-se de um meio judicial de empresas em dificuldade financeira reorganizarem seus negócios. Mas tal procedimento não é para todas as empresas em dificuldades. Devem pensar nesse caminho empresas que tenham dívidas muito expressivas e que possuam um plano executável que lhes permita recuperar-se a médio prazo.
Se a sua empresa está em dificuldades, sem fluxo de caixa, sem previsão de gerar faturamento para sustentar a recuperação judicial, não pense nesse caminho, contrate uma assessoria jurídica para verificar a possibilidade de administrar o seu passivo, pois a última palavra sobre a aprovação ou não da sua proposta será sempre dos seus credores e caso eles não considerem que você tem um plano executável, não restará opção ao magistrado a não ser decretar a falência da sua empresa.
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