Terça-feira, 16 de maio de 2017 - 10h31
O Brasil foi um dos mais de 150 países atingidos pelo ciberataque iniciado na última sexta-feira (12), que paralisou o funcionamento de hospitais britânicos e afetou as atividades de grandes companhias, como as fábricas da Renault, a empresa de correspondência FedEx, a espanhola Telefónica, que controla a operadora Vivo, entre outras.
No Brasil, o ataque cibernético atingiu os computadores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Eles foram desligados preventivamente, o que prejudicou o atendimento aos usuários. A assessoria do órgão informou que uma avaliação será feita nesta semana e que os atendimentos prejudicados serão reagendados tão logo o sistema seja normalizado.
Em outras instituições, como a Petrobras, o Tribunal de Justiça e o Ministério Público de São Paulo, os funcionários foram orientados a desligarem as máquinas, e alguns sites ficaram foram do ar.
Já a Telefónica Brasil informou que seus serviços no país não foram afetados pelo incidente e que a empresa está tomando as devidas precauções. Mesmo com o baixo impacto do ciberataque no país, a deputada federal Mariana Carvalho (PSDB-RO) alerta que o Brasil precisa reforçar suas estratégias de defesa contra hackers.
“O que a gente percebe é que não só o Brasil, mas o mundo não está para esse tipo de ataque. O Brasil precisa se atentar que o mundo está cada vez mais tecnológico e precisa estar preparado para isso, discutir. Muitas vezes, a gente só sabe mesmo da gravidade do problema quanto sofre um ataque.”
A tucana, que foi presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou a prática de crimes cibernéticos no país, aponta que a legislação brasileira sobre o tema é frágil, e o Brasil evolui devagar em relação às tecnologias.
“Quando eu estava à frente da CPI dos Crimes Cibernéticos, a gente percebeu que tudo é tão rápido, as tecnologias, os avanços que os hackers usam. O que a gente tenta fazer é uma legislação de proteção. Infelizmente, o país não têm nada que garanta isso”, afirmou a deputada.
O ataque infectou máquinas ao redor do mundo com um vírus do tipo ransonware, que sequestra dados e cobra um resgate para liberar o acesso. Os hackers responsáveis pela contaminação exigiram das vítimas um pagamento em bitcoin, moeda eletrônica criptografada.
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