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Focos de incêndio apresentam aumento em julho


Técnicos da Secretaria de Desenvolvimento e Meio Ambiente (Sedam) mantém áreas de Vilhena e de Porto Velho sob observação. É que em julho houve um crescimento de cerca de 100 por cento nos focos de calor, um indicativo de possíveis queimadas, nos dois municípios, em comparação ao mesmo período de 2013. No ano passado foram 318 e em 2014, 741 focos.

Vilhena aparece na estatística com 149 focos, enquanto Porto Velho ficou com 145, representando juntos mais de 40% do total de focos registrados no Estado no período. Candeias do Jamari apresentou o terceiro maior número de focos, 51. Enquanto isso as localidades de Parecis e Jaru, tiveram o menor número de focos com apenas dois em cada uma. 

Em comparação ao mesmo período de 2013, foram registrados 318 focos de calor, sendo o maior número deles na capital, com 58 focos, seguido de Machadinho do Oeste com 27. Vilhena tinha sete focos, ocupando a 12ª posição, enquanto Candeias do Jamari registrou apenas um foco. 

Se a Coordenadoria de Geociências cuida dos dados ainda brutos no espaço. A Coordenadoria de Proteção Ambiental, põe em prática os estudos da Geociência, fazendo a prevenção, controle e fiscalização das áreas indicadas pelos satélites.

Lucindo Martins, coordenador, disse que o Estado está atento a todas situações de queimadas, mantendo o seu pessoal em campo para avaliar as áreas detectadas. Segundo ele, 2014 está sendo um ano atípico.

O Comitê de Combate aos Incêndios Florestais envolvido com as atividades provocadas pela cheia do rio Madeira e atendimento aos desabrigados, entre outras tarefas, ficou prejudicado no trabalho de mídia sobre as queimadas e a falta dos lembretes, fez com que as pessoas voltassem a produzir queimadas, lamenta Martins.

Uma das maiores dificuldades da Coordenadoria é identificar os autores dos focos de incêndio, uma vez que o Código Florestal só permite a responsabilização se houver a identificação de quem provocou a queimada e estima que em cada 100 casos, apenas um seja identificado.

A queimada urbana também preocupa muito os técnicos da Sedam. “Ainda não conseguimos transformar a cultura das pequenas queimadas nos quintais, feitas geralmente no fim de tarde”.  Mesmo com volume pequeno de material esse hábito também gera muitos prejuízos para a população, lembra Martins, principalmente com relação à saúde.

Pelo menos dois tipos de queimadas podem ser autorizadas pela Sedam, em áreas de até dois hectares e em áreas de pastagens, desde que seja para queimar as leiras – tipos de bulbos e raízes que não tem utilidade, mas em ambos os casos, a queimada só pode ser efetuada com a permissão da Sedam.

“É necessário a orientação técnica para evitar o descontrole do fogo”, informa o coordenador de Prevenção. Segundo ele, são mais de 40 unidades de conservação e mais de dois mil empreendimentos que precisam ser cuidados pela Sedam, seus técnicos e equipes de policiais ambientais. Por enquanto, “os focos de Vilhena e de Porto Velho não são alarmantes, mas estão sob controle”.

Ele alerta que é preciso ter em mente que as queimadas geram muitos malefícios, como problemas de saúde, que em geral vão sobrecarregar a rede pública, colcoam em risco a fertilidade do solo, além de contribuir com o aquecimento global.  Destaca ainda que a implantação nos currículos escolares de disciplinas referentes ao meio ambiente já tem mostrado os primeiros resultados, o que se nota com a redução dos focos a partir de 2011.

Historicamente, 2010 foi um dos anos de maior incidência de queimadas no Estado, pelo menos desde que os órgãos iniciaram o monitoramento em 2007. “Naquele ano a situação foi muito crítica, quando até o aeroporto teve que interromper suas atividades”.

O trabalho de prevenção tem sido uma das tônicas da Sedam e demais órgãos envolvidos na questão ambiental. Para monitorar o nível da água do rio Madeira foram implantadas dez estações hidrometeorológicas que acompanham e emitem relatórios diários da situação do Madeira e outros rios do Estado. Através dos equipamentos, os técnicos visualizam a cota dos rios, por meio de radar fazem a medição da vasão e avaliam a precipitação de chuvas. 

Fonte: Ascom
 

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