Terça-feira, 12 de maio de 2015 - 16h22
Preocupado com a possibilidade da disseminação da ferrugem asiática -, doença que vem causando muitos danos à sojicultura do Estado do Mato Grosso - o deputado Adelino Follador (DEM) pediu ontem da Tribuna da Assembleia Legislativa, uma ação rápida do Instituto de Defesa Agrossilvopastoril (Idaron) em fiscalizar e fazer cumprir a Instrução Normativa nº 002/2017/MAPA, que prevê o período de descanso e recomposição do solo (espaço de tempo entre uma safra e outra), para evitar a semeadura da chamada safrinha neste período.
Segundo Follador, pesquisas indicam que o plantio da safrinha, que ocorre exatamente no período de descanso e recomposição do solo, sem permitir o vazio sanitário, conforme prevê a norma do Ministério da Agricultura, está provocando o descontrole das condições orgânicas das áreas de lavoura, gerando por consequência o mal da ferrugem asiática, que vai se alastrando pelo Brasil afora com grandes prejuízos para o setor produtivo e para a economia do País.
O deputado citou a proximidade das áreas produtivas de Rondônia e Mato Grosso, Estado que é referência mundial na produção de soja e que há pelo menos três anos se enfrenta uma árdua luta contra a doença. Segundo ele, Rondônia precisa ficar atento, com a presença firme do Idaron na fiscalização, eis que pelo menos um caso da ferrugem asiática já foi registrado na região de Ariquemes. Ali, como em praticamente todos os lugares do Estado, os produtores de soja estão aproveitando a adubação da safra anterior, para semear a safrinha, sem obedecer o período do vazio sanitário.
Follador disse que o Estado precisa se mover neste sentido e passar a zelar melhor de seu solo que é um bem de todos."Se não tomarmos uma providência, se o Idaron não se empenhar em fiscalizar o cumprimento desta Instrução Normativa enquanto é tempo, Rondônia corre o risco de inviabilizar sua produção de soja, já que o controle da doença é muito caro", disse alertando que poucos produtores têm condições financeiras para realizar este controle.
O deputado disse ainda que não basta emitir uma instrução normativa, como fez o Estado de Rondônia em 2013 (IN n° 001/2013), se não há quem fiscalize seu cumprimento, ficando a mercê da vontade de cada produtor, visto que muitos sequer têm conhecimento da legislação, ou simplesmente não se acham estimulados ou obrigados a cumpri-la. "Nossa posição como membro da
Comissão de Agricultura, Pecuária e Política Rural visa pura e simplesmente alertar para a necessidade de fiscalização", arrematou.
Fonte: Ascom
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