Quinta-feira, 10 de agosto de 2006 - 14h25
"A constituição prevê que os cargos de conselheiro do Tribunal de Contas, são indicados e votados pelo Poder legislativo. Portanto, a vaga foi preenchida por uma indicação da Assembléia Legislativa de Rondônia" declarou o candidato à reeleição ao governo de Rondônia, Ivo Cassol (PPS) durante entrevista concedida, na manhã desta quinta-feira, ao um repórter da Rede Globo de Televisão. Cassol disse que a tentativa de envolvê-lo no escândalo é politiqueira e ainda afirmou que, mesmo com alguns tentando incrimina-lo, denunciaria tudo novamente.
Ivo Cassol disse que quando a assembléia indicou o nome Edílson Souza Silva, "nós analisamos a seu histórico e não encontramos nada que desabonasse a sua conduta. Por isso que assinamos sua nomeação. Ao contrário do que aconteceu com Natanael Silva, que foi indicado pela Assembléia legislativa e tinha inúmeros processos, então não assinei sua nomeação.
"Não houve negociação com ninguém. Primeiro porque, além de ser indicação da assembléia, o conselheiro Edílson Silva é amigo particular, do conselheiro Amadeu Machado e juntos fizeram parte do governo Osvaldo Pianna. Quanto ao conselheiro Valdivino Crispin, ele é servidor de carreira do Tribunal de Contas de Rondônia e é uma indicação do TC. Seu nome foi escolhido em uma lista tríplice. A mim só coube assinar as nomeações" rebateu Ivo Cassol.
Denunciaria dez vezes se fosse preciso - O candidato reafirmou seu dever de lutar contra a corrupção, "denunciaria tudo de novo, denunciaria dez vezes se fosse preciso, pois nossa população merece essa atitude. Não sou, nem nunca serei omisso ou conivente com coisas erradas, a população sabe que não compactuo com os atuais acontecimentos. Por isso sou categórico em afirmar que denunciaria tudo de novo, mesmo colocando a minha vida e a da minha família em risco" destacou Ivo Cassol.
Cassol declarou ainda que "mais uma vez estão querendo me envolver. Infelizmente, os interesses de alguns em me prejudicar, ultrapassam o limite da verdade. Agora dizem que estou envolvido... No passado denunciei outros absurdos e também, tentaram me colocar na mesma vala. Em 2004, quando denunciei a extração ilegal de diamantes na Reserva Roosevelt, tentaram me implicar para desviar a atenção de quem realmente garimpava ilegalmente. Tive que provar que não tinha participação nenhuma. Em 2005, denunciei as tentativas de cobrança de propinas por parte dos deputados e novamente tentaram me envolver. Mais uma vez, provei que era inocente".
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