Quarta-feira, 23 de novembro de 2011 - 15h54
Uma comissão que representa os camponeses dos assentamentos Canaã e Rota do Sol promete comparecer na manhã desta quinta-feira (24), ao Fórum de Ariquemes para tentar falar com o juiz de direito da 3ª Vara Cível da Comarca, Frankilin Vieira dos Santos, para falar sobre uma ordem de despejo expedida pelo juiz e que determina a retirada imediata dos integrantes, que pertencem a Liga dos Camponeses Pobres (LCP), e ocupam a área há mais de oito anos. As terras estão localizadas cerca de 100 quilômetros de Ariquemes e 40 km de Jaru.
O documento, segundo um dos interlocutores dos camponeses, radialista PJ, foi entregue aos assentados na última terça-feira (22), pelo comandante da Polícia Militar (PM) de Ji-Paraná, coronel Márcio Ângelo Pinto, que compareceu ao local acompanhado de outros policiais militares do município e de Ariquemes. De acordo ele, no momento em que entregaram o mandato, os policiais pediram uma saída pacífica do local, mas os ocupantes da área prometem resistência. “Eles estão trabalhando ali há mais de oito anos e garantiram que não irão sair de jeito nenhum, mesmo que tenham que partir para um confronto. E se isso acontecer, vai ter gente machucada e morte, porque, o coronel disse ontem (terça) que ele tem que cumprir o mandato, e se houver resistência, as famílias terão que ser retiradas de ‘qualquer jeito’”, avisa PJ acrescentando que, “se não houver acordo com a Justiça, vamos fechar a BR 364 até que o problema de posse da terra seja resolvido”.
Na manhã desta quarta-feira, PJ procurou o presidente da Câmara Municipal de Ariquemes, vereador Valmir Francisco dos Santos (Val PT) para tratar o assunto, uma vez, que o parlamentar, junto com o vereador Enoque Nunes (PMDB), já acompanhou uma das reuniões entre os camponeses e o governador Confúcio Moura (PMDB), quando, na oportunidade, o chefe do estado prometeu apoiar os integrantes no sentido de conseguir a posse das terras. “Só este ano, já nos reunimos mais de cinco vezes com o governador, e em uma delas inclusiva com o superintendente do Incra e até agora, nada. A única resposta que tivemos foi essa, a Polícia lá prometendo retirar todo mundo a qualquer custo”, disse o intermediador, pedindo a Val que também ajude na intermediação para que vidas sejam poupadas. O presidente se dispôs a ajudar “no que for necessário”.
160 famílias
Um dos fortes argumentos de PJ para que as famílias sejam mantidas no local é que para cumprir a ordem de despejo, o Governo do Estado vai gastar em torno de R$ 1 milhão com o transporte e manutenção das 160 famílias que ocupam a área. “A proposta que fazemos é que ao invés de despejar a gente, repasse esse valor a esse homem que se diz dono da terra, mas não mora em Rondônia e não gera impostos para o estado”, expôs.
Outro argumento é a grande produção que foi feita pelos camponeses no decorrer do tempo. Casas; criação de gado, peixes, porcos, galinhas, patos e outros animais; produção de cacau, banana, café, arroz, milho, açaí, mamão, e outros alimentos de subsistência ocupam as áreas de 3.600 hectares (Canaã) e de 1.000 hectares (Raio de Sol) e podem ser constatadas por quem visita o local. Um Posto da Sucam também foi construído pelos próprios moradores junto à Associação que os representa. “Tudo o que temos na vida está aqui. A situação de todos é a mesma: quando chegamos, colocamos cada suor do nosso trabalho neste pedaço de chão e produzimos tudo o que pode ser visto aqui. Estas terras estavam abandonadas há mais de 30 anos, não é justo este homem vir agora e querer simplesmente despejar as famílias que estão aqui”, resume PJ.
Fonte: Jaqueline Alencar
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