Quinta-feira, 15 de maio de 2008 - 00h02
A provável privatização das empresas federalizadas de energia de Rondônia e Acre encontra resistências da bancada federal dos Estados, que ontem(13), sob a coordenação da senadora Fátima Cleide(PT-RO), esteve novamente com o ministro Edson Lobão(Minas e Energia) para pedir que a Eletrobrás reconsidere o modelo de gestão que está para ser implantado, unindo sob a administração de uma única empresa, com sede no Rio de Janeiro, sete empresas de distribuição de energia federalizadas no governo FHC.
"Para mim está muito claro que se trata de um processo de privatização em curso, e isso não podemos aceitar. A população da região amazônica pode ser prejudicada com este novo modelo", advertiu a senadora Fátima. Na mesma linha de preocupação se manifestaram as deputadas Perpétua Almeida (PC do B-AC) e Vanessa Grazziotin(PC do B-AM).
A deputada Vanessa relatou que no Amazonas, depois de privatizados os serviços de distribuição e abastecimento de água, a população "recebe uma conta cara e não tem água". Ela registrou que a empresa não tem recursos para fazer investimentos, e agora "quer dinheiro público, do PAC", para melhorar o atendimento.
O ministro Edson Lobão admitiu que por ele as empresas seriam privatizadas, "mas o presidente Lula não quer". Os dados apresentados no encontro por técnicos do Ministério das Minas e Energia sobre a situação das Centrais Elétricas de Rondônia, Ceron, foram contestados pela senadora Fátima, pelo senador Valdir Raupp e deputado Eduardo Valverde.
"A Ceron não poderia realizar investimentos em tempo hábil porque os recursos chegaram somente em 26 de dezembro do ano passado", disse a senadora, ao se contrapor a informação de que a empresa só executou 30% do total de cerca de R$ 180 milhões destinados pela Eletrobrás.
Fatima Cleide também contestou argumentos de que a Ceron é deficitária. "A partir de 2004 ela passou a fazer o pagamento de empregados com recursos de sua arrecadação, e no ano passado amorteceu R$ 50 milhões de uma dívida existente com a Eletrobrás, dívida esta feita muito antes da atual gestão".
Sobre as perdas de energia, um dos argumentos alegados pelos técnicos da Eletrobrás para modificar o modelo de gestão, o deputado Valverde disse que se tratam de perdas ocasionadas por 'rabichos', e que isso é revertido com investimentos. Ocorre que os investimentos da Eletrobrás nas empresas federalizadas estão aquém das necessidades, porque a empresa represa recursos para fazer superávit.
Está sem resposta, por parte da Eletrobrás, a indagação que a senadora já havia feito na audiência de 23 de abril e novamente trouxe à pauta de ontem: o que o modelo de gestão proposto pode fazer que o atual modelo não pode fazer para melhorar ainda mais os indicadores da Ceron?
Fonte: Mara Paraguassu
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