Segunda-feira, 30 de agosto de 2010 - 16h42
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Sob a coordenação do prefeito Roberto Sobrinho, foi dado nesta segunda-feira, 30, o ponta-pé inicial para a criação do Comitê Gestor do Pólo Moveleiro de Porto Velho. O colegiado ficará responsável para agilizar o processo de instalação do pólo industrial idealizado pelo prefeito, que atuará como uma alternativa econômica na geração de emprego e renda para suprir o desaquecimento com a conclusão das hidrelétricas do rio Madeira (Santo Antônio e Jirau).
O pólo será criado com o aproveitamento da madeira retirada das áreas onde estão sendo construídas as usinas, estimadas em cerca de 8 mil metros cúbicos. A madeira será adquirida pela empresa americana Sustainable Forest Holdings Limited (Susfor), que utilizará movelarias e serralherias locais para beneficiar o produto e poder exportá-lo para a China.
A implantação do pólo foi o assunto principal do fórum “Organizando o Pólo Industrial Moveleiro de Porto Velho”, realizado pela prefeitura no auditório da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero), com os empresários dos setores madeireiro e moveleiro da capital. Participaram do debate, o prefeito Roberto Sobrinho, o secretário municipal de planejamento e gestão, Sérgio Pacífico, o presidente da Fiero, Denis Baú, o representante do BNDES, Antônio José Alves (chefe do Departamento de Relações com os governos), o vice-presidente da Susfor para a América do Sul, Francisco Macedo, o presidente da empresa para a América do Sul, Leandro Guerra, o presidente do Sindicato dos Madeireiros, José de Carlos Moura e o presidente do Sindicato das Indústrias Extrativistas, Pedro Teixeira, que também é diretor-presidente do Sebrae.
Madeira bruta
Fazendo um breve histórico, o prefeito Roberto Sobrinho lembrou que a idéia da criação de um pólo madeireiro nasceu depois que ele tomou conhecimento de que a madeira retirada das áreas onde estão sendo construídas as usinas hidrelétricas seria vendida em toras (bruta). Para facilitar a saída, em dezembro do ano passado, numa articulação do governo do Estado, foi alterada a legislação que proibia a venda de madeira bruta para fora de Rondônia. “Quando soubemos disso começamos a pensar em uma forma de evitar que essa matéria-prima saísse daqui sem valor agregado. Foi quando pensamos na criação do pólo moveleiro onde essa madeira toda poderá ser processada (beneficiada) e com isso, agregar valor como sendo uma alternativa de renda, de geração de emprego, e principalmente no momento pós-construção das hidrelétricas”, disse o prefeito.
Depois de organizado, o prefeito Roberto Sobrinho vislumbra que será bem mais fácil trabalhar o setor que em pouco tempo poderá se transformar em mais uma matriz econômica do município. “Foi quando pensamos em buscar parceiros para encampar a idéia. E fomos atrás do BNDES, Sebrae, Federação das Indústrias, da própria empresa Susfor, dos empresários do setor para que a idéia fosse concretizada”, lembrou.
Os representantes da Sustainable Forest Holdings Limited, fizeram questão de enfatizar que não estão se instalando no município apenas para explorar o produto e se retirar em seguida, atitude comum nesse tipo de empreendimento. “Estamos aqui para ficar, assim como o prefeito, queremos que esse seja um projeto duradouro e não apenas momentâneo, vimos para trabalhar dentro da perspectiva de um projeto ecologicamente correto, socialmente justo e economicamente viável”, frisou Leandro Guerra, presidente da Susfor para a América do Sul. No Brasil, a empresa já atua no Acre, Pará, e agora será em Rondônia.
Financiamento
O representante do BNDES explanou aos empresários todos os procedimentos da instituição para a concessão dos financiamentos que é feito não apenas às grandes empresas, mas também para micros, pequenas empresas e de médio porte. Ele também detalhou como o financiamento será feito e em que o dinheiro será aplicado.
O secretário municipal de planejamento e gestão, Sérgio Pacífico, mostrou com detalhes o potencial do setor em Rondônia, abordando o estágio em que se encontra hoje e o que ele pode avançar com a implantação do pólo moveleiro. O presidente da Fiero colocou que a instituição pode atuar diretamente na qualificação da mão-de-obra necessária que será usada nas empresas e atuarão no beneficiamento da matéria-prima. A Fiero, por meio do Senai, planeja adquirir contêineres para montar laboratórios móveis que poderão ser deslocados até às empresas para realização dos cursos de capacitação.
Fonte: Joel Elias
Foto: Frank Néry
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