Quinta-feira, 26 de junho de 2025 - 16h29

Durante a sessão extraordinária itinerante da Assembleia
Legislativa de Rondônia (Alero), transformada em Comissão Geral, realizada
nesta quinta-feira (26), no município de Machadinho do Oeste, o presidente da
Casa, deputado estadual Alex Redano (Republicanos), fez um discurso em defesa
do homem do campo e contra o que classificou como injustiças causadas pela
criação de reservas ambientais sem a devida legalidade.
Redano alertou para o impacto direto que decisões
unilaterais, como a criação de onze reservas estaduais em governos anteriores,
têm causado na vida de mais de 4.500 famílias que vivem e produzem nessas áreas
há décadas. “Essas áreas estão antropizadas. Lá não tem mata fechada. Se tiver
alguma reserva, é de café, milho, gado e pastagem. Tirar essas famílias do
campo só vai encher as cidades, onde não há emprego para todo mundo”,
argumentou.
O parlamentar também criticou o rigor da legislação
ambiental brasileira e o que classificou como uma inversão de valores. “Nem
genocídio tem essa pena. Infelizmente, no Brasil, se você comete um crime ambiental,
a punição é mais dura do que tirar a vida de um ser humano. Isso tem travado o
crescimento do país e, principalmente, do nosso estado”, afirmou.
O presidente destacou ainda a pressão de organizações não
governamentais estrangeiras financiadas por países que já destruíram seus
próprios biomas. “Esses países que cobram o Brasil já desmataram tudo. Usam
energia poluente. E agora querem impedir nosso desenvolvimento, patrocinando
ongs que não fazem essa defesa ambiental de graça. São bilhões de dólares
envolvidos nisso”, denunciou.
Durante a fala, o presidente lembrou de sua atuação
parlamentar no enfrentamento à criação arbitrária de reservas no passado,
quando liderou a alteração da Constituição Estadual para impedir que novas
áreas fossem demarcadas por decreto. “Mudamos a Constituição numa terça à
noite. Na quarta, amanheceu com as reservas criadas. Foi um absurdo, sem
audiência pública, sem estudo, sem orçamento para indenizar. Isso é
inconstitucional”, reforçou.
Redano elogiou o trabalho da Comissão Parlamentar de
Inquérito (CPI) das Reservas, que conseguiu reunir documentos e depoimentos que
comprovam irregularidades no processo de criação das áreas protegidas. “Agora
temos a chance real de reverter essa injustiça. Funcionários confessaram que
assinaram relatórios sob pressão, sem nunca terem pisado nas áreas demarcadas”,
revelou. Ao encerrar sua fala, o presidente destacou a importância do setor
produtivo para a economia de Rondônia. “O que sustenta o nosso Estado é o homem
do campo. Precisamos de reservas sim, mas com responsabilidade, diálogo e
respeito às famílias que constroem o futuro de Rondônia com trabalho e
dignidade”, concluiu.
A sessão em Machadinho do Oeste reuniu parlamentares,
lideranças locais, produtores rurais e representantes do Executivo, e reforçou
o compromisso da Assembleia Legislativa em dar voz às demandas do interior do
estado.
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