Sábado, 26 de junho de 2010 - 09h19
Como parte das atividades programadas pelo diretório estadual do PT para discutir com a sociedade a elaboração de um programa de governo participativo, o partido realizou na noite desta sexta-feira (25/06) em Ariquemes um debate sobre as possibilidades de desenvolvimento do Estado utilizando a economia de base florestal.
O evento, coordenado pelo pré-candidato do PT ao governo do Estado, Eduardo Valverde, reuniu engenheiros florestais, economistas, representantes das micro e pequenas indústrias, representantes da indústria madeireira, ecologistas e representantes da comunidade.
Com o tema “Economia de base florestal: uma estratégia para o desenvolvimento de Rondônia”, o debate trouxe à tona os principais anseios do setor, e discutiu caminhos que podem transformar um problema em solução.
O debate, mediado pelo vereador Valmir dos Santos (PT-Ariquemes), teve como painelistas e debatedores o secretário Municipal de Meio Ambiente de Ariquemes Robson Joaba, o engenheiro florestal da Sedam Osvaldo Pitaluga, o economista e representante do Sindicato das Micro e Pequenas Indústrias Silvio Persivo, e contou com a participação da senadora Fátima Cleide (PT).
O economista e professor universitário Silvio Persivo, disse que não se pode pensar em desenvolvimento sustentável sem que haja precaução ecológica, justiça social e eficiência econômica.
Ele apontou como gargalos do setor madeireiro as crescentes restrições da legislação ambiental e a necessidade de criar alternativas econômicas para a Amazônia. “É preciso trocar a atual agenda negativa por uma agenda positiva”, considerou.
O engenheiro florestal Osvaldo Pitaluga fez uma explanação sobre as origens do problema que hoje é enfrentado pela indústria madeireira. Segundo ele, tudo começou com modelos equivocados de colonização, quando o desmatamento era incentivado e até obrigatório. “Para corrigir esses Eros do passado é preciso que o governo do Estado fortaleça as estruturas públicas, como a Sedam e a Emater”, disse.
Porém, essa solução esbarra na falta de compromisso do atual governo, que mantém na Sedam um quadro funcional com 70% de comissionados, e apenas 30% de funcionários de carreira.
O secretário municipal de Meio Ambiente de Ariquemes, Robson Joaba, considera que é preciso uma preocupação coletiva com o futuro. “Se não houver essa preocupação, que ambiente deixaremos para os nossos filhos, ou que filhos deixaremos para o meio ambiente?”, questionou.
O pré-candidato a governador pelo PT fechou o debate respondendo a algumas perguntas e sintetizando a preocupação do partido com o assunto. ‘Ninguém tem a resposta pronta para desenvolver a economia de base florestal. O que queremos é ouvir a sociedade, ouvir posicionamentos distintos, e construir um plano de governo participativo”.
Uma das propostas do PT, segundo Valverde, é instituir a assistência técnica ambiental. Sem esse apoio do governo o setor vai continuar produzindo de acordo com as suas convicções e com as limitações de conhecimento.
Resultados de levantamentos obtidos pelo PT revelam que 57% das unidades de conservação não protegidas estão desmatadas. Na mesma situação estão 32% das reservas protegidas. “É importante que o governo do Estado se posicione diante dessa situação. O que vimos hoje é uma inércia, uma inoperância, e um Estado que não consegue fazer uso das unidades de conservação”, disse Valverde.
O Estado tem 52 unidades de conservação, mas não possui um plano de utilização racional dessas florestas. “Defendemos o uso econômico dessas áreas com proteção através de planos de manejo”.
Eduardo Valverde disse que, a partir do debate realizado em Ariquemes, o Plano de Governo participativo do PT propõe a certificação de origem da madeira para agregar valor, para que tenha um custo menor e aceitação maior. “Madeira certificada pode sustentar um pólo moveleiro. Hoje Rondônia compra móveis de fora. Isso é contraditório. O governo tem que buscar conciliar os diversos pensamentos do setor. Para isso o desenvolvimento tecnológico é fundamental” finalizou, defendendo a criação da Fundação de Pesquisa de Tecnologia do Estado.
Fonte: Ascom
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