Sábado, 20 de junho de 2015 - 13h11
A produção cafeeira de Rondônia novamente é procurada pelas multinacionais, após um período de 10 anos. Isso porque os Estados tradicionais de produção – São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Espírito Santo – passaram por situações climáticas desfavoráveis, que prejudicaram o setor e não atenderam à demanda daquelas empresas.
De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Estado produz em torno de 13 sacas de café por hectare, considerada baixa. Porém, com a utilização de plantas de qualidade, adubação, poda e irrigação de forma correta, a produtividade deve ultrapassar as 100 sacas de café por hectare, um aumento de 90%, segundo Paulo Quaresma, do Controle de Pragas da Agência de Defesa Sanitária Agosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Ele informou que o governo Federal garante o preço mínimo de R$ 193,54 para a saca de café – safra 2015/2016.
A intenção do governo é consolidar Rondônia como Estado produtor e competitivo do grão, utilizando-se das tecnologias disponíveis na atualidade. Nesse sentido, a Idaron implantou um grupo de discussão formado por representantes da administração estadual que trabalham com a agricultura, e a consultoria técnica é do agrônomo Paulo Fernando Brito, diretor técnico da Coordenadoria de Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo, cuja missão é apresentar as experiências paulistas bem sucedidas.
“São Paulo conta com uma das maiores áreas de produção de mudas de café e ostenta os melhores viveiros do Brasil. Por isso, a Idaron está no caminho certo ao buscar informações técnicas com quem tem maior conhecimento”, declarou Brito.
QUALIDADE
De acordo com o presidente da Idaron, José Antônio Volpi, a ideia é que o café rondoniense seja avaliado no quesito qualidade e negociado em grandes quantidades, com o aumento da produtividade e melhoria da área plantada. Ele disse que o consultor trouxe informações importantes para ampliar o conhecimento sobre a produção cafeeira e as experiências de São Paulo podem ser aplicadas em Rondônia.
Volpi esclareceu que o ponto inicial é a produção de mudas de qualidade. “Para que esta melhoria aconteça é necessário produzirmos mudas de qualidade”, disse.
Segundo Paulo Quaresma, se o agricultor não começa o plantio de café com uma muda de boa qualidade, ele terá baixa produtividade na lavoura e, provavelmente, haverá incidência de pragas e doenças que interferirão na produção.
Fonte
Texto: Valdir Alves
Fotos: Decom
Decom - Governo de Rondônia
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