Quinta-feira, 1 de março de 2012 - 10h08
Representantes da Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito (Semtran), Secretaria Municipal de Projetos e Obras Especiais (Sempre) e da Delegacia Fluvial em Porto Velho se reuniram na tarde de ontem, quarta feira (29). O objetivo do encontro foi discutir as responsabilidades do Consórcio Santo Antônio Energia em relação ao desmoronamento das barrancas do Rio Madeira, que poderá comprometer a conclusão das obras do Terminal Hidroviário da capital rondoniense.
O secretário adjunto da Semtran, João Marcos Mendes, explicou que é preciso segurança para montar as peças navais (metálicas) que irão formar a ponte, os flutuantes e o atracadouro do terminal. “São peças muito pesadas, algumas com até 100 toneladas e que só podem ser instaladas com o rio cheio. Caso não seja tomada nenhuma providência, as obras serão concluídas somente no próximo ano”, observou.
O capitão tenente da Marinha, Virmondes Barbosa da Silva disse que a Delegacia Fluvial está muita atenta a esses acontecimentos, pois prima pela segurança da navegação, para que tudo ocorra dentro das normas e faixas limites estabelecidas em lei. “Somos parceiros da Prefeitura e estamos aqui para cooperar, orientar e fiscalizar”, declarou. Ele informou que por questão de segurança, será necessária uma margem de manobra de 200 metros no local da obra para a instalação das peças.
Conforme o engenheiro civil Paulo Alves de Souza, fiscal de execução do projeto, é preciso que o Consórcio apresente estudos técnicos sobre a necessidade ou não de concluir a barreira de contenção com pedras até o terminal para impedir o desmoronamento. “Os responsáveis pela montagem das peças estão aguardando somente esse parecer para iniciarem os trabalhos”, frisou.
Devido à ausência do engenheiro Ricardo Márcio, do Consórcio Santo Antônio Energia, uma nova reunião foi marcada para a tarde desta quinta feira (1° de março). Por telefone, Márcio justificou sua ausência alegando que estava realizando os levantamentos na área afetada para dar o parecer definitivo.
Peças
Paulo Alves explicou que serão montadas três peças de 45 metros de comprimento por sete de largura. Elas formarão a ponte metálica que ligará a margem do rio ao flutuante que servirá de atracadouro para as embarcações. Cada uma dessas peças pesa cerca de 100 toneladas. O flutuante terá 60 metros de comprimento por 20 de largura. Haverá também dois flutuantes menores, medindo 12 metros por sete, que servirão para apoiar a ponte e permitirá que ela seja inclinada conforme o nível do Rio Madeira. Oito poitas de concreto pesando 27,5 toneladas darão sustentação aos flutuantes menores. O grande será sustentado por seis poitas de 32 toneladas cada.
A expectativa é de que a instalação das peças seja iniciada ainda em março. O prazo para o término da montagem é de 30 dias. Logo após será montado o guincho elétrico que irá movimentar a ponte por meio de cabos de aço e outros equipamentos menores. Cerca de R$ 14 milhões de reais estão sendo investidos na obra. Desse total, R$ 10 milhões foram utilizados na construção da parte naval do projeto.
Por Augusto José
Fotos: Quintela
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