Terça-feira, 13 de junho de 2023 - 18h34

Os servidores da Agência Nacional de Mineração (ANM) cruzaram os braços
mais uma vez, nesta terça-feira (13/06), contra o desmonte da Agência
Reguladora. Os grevistas se reuniram em frente ao Anexo 2, da Câmara dos
Deputados. Depois, seguiram para uma agenda no Congresso. Em todo o país, os
servidores também estão mobilizados nas superintendências das agências.
Durante assembleia realizada na semana passada, por maioria dos votos,
os servidores decidiram continuar em estado de greve. As paralisações gerais
ocorrerão nos dias 13,21,27, 28 e 29 de junho.
A partir desta manhã, serviços essenciais da agência reguladora serão
reduzidos gradativamente. Entre eles, a fiscalização de barragens, Permissão de
Lavra Garimpeira (PLG), autorizações de pesquisa com indício de lavra ilegal,
validade de licenças, entre outros.
“Após o governo negar se comprometer em resolver o pleito da ANM, única
categoria com orçamento garantido na LOA 2023, alegando temer reação de outras
categorias, regulamentou o bônus da receita federal para 2024. Assim, o governo
confirma a falta de coerência dos vetos aplicados para a estruturação da
agência, podendo indiretamente prejudicar o combate a sonegação e ao garimpo
ilegal e o crime organizado, tal qual apontado pelo plenário do STF em sua
recente decisão na MP do Ouro”, afirma o presidente do Sindicato Nacional dos
Servidores das Agências Nacionais de Regulação (Sinagências), Cléber
Ferreira.
Em 2015, a falta de fiscalização das barragens levou à tragédia de
Mariana, que deixou 19 pessoas mortas e destruiu o Rio Doce. Já em janeiro de
2019, o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho fez 272 vítimas e despejou
rejeitos na bacia do Rio Paraopeba.
Para estruturar a ANM, os
servidores exigem a correção da distorção salarial entre eles e as outras 10
agências reguladoras nacionais. Além disso, solicitam o reforço na estrutura de
cargos e a recomposição do quadro de pessoal, por meio de concursos públicos.
Também pedem pelo repasse integral da CFEM (Compensação Financeira pela
Exploração de Recursos Minerais), correspondente a 7% da arrecadação anual. Por
fim, reivindicam a reformulação do Fundo Nacional da Mineração (FUNAM),
conforme previsto na Lei nº 14.514/2022.
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