Segunda-feira, 23 de novembro de 2015 - 15h07
Os socioeducadores de Porto Velho iniciaram no último final de semana o primeiro curso de capacitação continuada, oferecido pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus). A primeira turma contou com 45 servidores dos cerca de 220 atuantes no Sistema Socioeducativo feminino e masculino.
A Coordenadoria de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei pretende motivar o servidor e, com isso, atrair mais resultados positivos ao trabalho, com maior segurança, no teor pedagógico e operacional, visando as táticas utilizadas no controle de alguns adolescentes, em caso de agressividade.
Segundo o gerente da Coordenadoria, Antônio Francisco Gomes, esse é o primeiro curso com participação total dos servidores na Capital.
A abertura contou com a participação dos diretores das unidades socioeducativas de Porto Velho, Defensoria Pública e o adjunto da Sejus, Marcus Amaral, que estimulou a diferença no tratamento dado ao adolescente em conflito com a lei. “Nós todos fomos adolescentes. O que fez vocês não caírem na marginalidade? Os adolescentes já estão machucados, não precisam de mais palavras agressivas. Os cursos de capacitação são para relembrar como podemos trabalhar diferente”, pontuou.
O curso abordará temas com palestras e atividades práticas, como aplicação das medidas socioeducativas ao ato infracional cometido pelo adolescente, seja de natureza jurídica e política social; respeito aos direitos fundamentais do adolescente em conflito com a lei, segurança e educação dos adolescentes para o convívio social, como pessoas, cidadãos e futuros profissionais; sistema de administração da Justiça Juvenil como parte integrante do Plano Nacional de Direitos Humanos; ações socioeducativas com base nos direitos humanos; normas quanto a apreensão e condução; informações sobre as técnicas de ação policial no enfrentamento de fugas, distúrbios e motins; ocorrências disciplinares, que devem ser abordadas e resolvidas pela própria equipe da unidade; atribuições da Justiça da Infância e da Juventude; deveres dos socioeducadores com a Justiça da Infância e da Juventude, principalmente, quanto à apuração do ato infracional cometido por adolescente e à apuração de irregularidades em entidades de atendimento.
Amaral acredita na integração dos servidores e divulgou a realização de vários cursos de capacitação continuada para 2016, com apoio dos entes fiscalizadores. A Defensoria Pública avalia o curso como uma extensão da linha de trabalho de acordo com o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), com a consciência de contribuir com o processo de maturidade e ressocialização do adolescente.
Fonte
Texto: Gaia Quiquiô
Fotos: Gaia Quiquiô
Secom - Governo de Rondônia
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