Terça-feira, 1 de abril de 2025 - 07h38

A Câmara
Municipal de Porto Velho rejeitou, em
primeira discussão e votação , o Projeto
de Lei nº 4.708/2025 , de autoria do Executivo Municipal, que visava revogar a Lei nº 3.174/2024 ,
responsável por convalidar a parceria
público-privada (PPP) na área de limpeza urbana, coleta, reciclagem e provisão final de resíduos sólidos
na capital.
Com a
reprovação da proposta, o projeto será devolvido
ao Poder Executivo , que já anunciou que encaminhará toda a documentação
ao Tribunal de Contas do Estado de
Rondônia (TCE-RO), ao cuidado do presidente
conselheiro Wilber Coimbra, ao Ministério
Público de Rondônia, por meio da promotora
Tâmera Padoin Marques Marin , e ao GAECO – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado .
A
proposta rejeitada tinha como objetivo revogar
integralmente a Lei nº 3.174/2024 , em cumprimento à decisão do próprio
TCE-RO, que declarou nula a
Concorrência Pública nº 003/2021/CPL-OBRAS , por apresentar denúncias insanáveis no processo
licitatório. O contrato em questão, de número 019/PGM/2024 , antecede a concessão administrativa dos serviços de
limpeza urbana por meio de uma PPP.
Na Mensagem nº 06/2025 enviada à Câmara,
o prefeito Léo Moraes (Podemos)
argumentou que a revogação da lei seria uma medida necessária para garantir a segurança jurídica e
atender à determinação e atender à decisão do Tribunal de Contas. A iniciativa
também visava proteger o interesse
público diante de irregularidades apontadas no processo licitatório.
“O presente projeto de lei visa revogar
integralmente a Lei nº 3.174, de 10 de maio de 2024, em aplicação à decisão do
Tribunal de Contas do Estado de Rondônia”, afirma trecho da mensagem assinada
digitalmente pelo prefeito.
Agora,
com a reprovação da matéria no
Legislativo , caberá aos órgãos de controle externo, como o TCE, o
Ministério Público e o GAECO, avaliar
as consequências legais, administrativas e penais decorrentes do caso decorrentes
do caso, podendo haver novas apurações
e responsabilizações .
A parceria público-privada na área de limpeza
urbana tem anteriores tem sido alvo de questionamentos desde a sua
aprovação. O contrato anterior de investimentos milionários e a
responsabilidade de uma empresa privada pela coleta e gestão dos resíduos
sólidos da cidade por vários anos, o que gerou preocupações quanto à
transparência, previsão técnica e impacto financeiro.
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