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Vinício Carrilho

Como são as pessoas e as narrativas


Como são as pessoas e as narrativas  - Gente de Opinião

Já estão dizendo que o assassino da professora de direito em Porto Velho/RO é bolsonarista, ou seja, matou porque é bolsonarista. Não duvido que seja, 99% do campo jurídico assim o é.

O problema sempre ocorre quando se refuta os fatos, nesse caso é a motivação. Toda narrativa moderna faz isso: nega os fatos. Narrativa, nos séculos anteriores, era outra coisa, bem diferente.

Na narrativa moderna se põe goela abaixo uma ideologia, que é aquilo que se quer ver. E então essa visão, goela abaixo, imposta, passa a ser "a realidade de quem a criou ou a impõe".

A narrativa moderna não apenas distorce os fatos, mas abole os fatos, nega-os. Assim, a narrativa moderna também é negacionista e uma fervorosa base nascente de teorias da conspiração - "não fazemos nada de errado, alguém sempre nos persegue, conspirando com outros contra nós".

Dois exemplos ajudam a entender melhor: 1. Na primeira informação, o estudante teria assassinado porque fora reprovado e não sabe lidar com as frustrações (veja-se que essa hipótese é só a primeira e pode ser refutada, exatamente, por outros fatos ou fatores); 2. O caso Master, tornado escandaloso pela "mídia golpista", é um faz de conta criado para abafar os supostos crimes (ainda estão em julgamento) da operação Lava Jato (vaza a jato). Nesse caso, é óbvio, a narrativa diz que somos legais demais hoje, para cometermos os crimes imputados na rede do Master, assim como fomos anjos no verão passado.

Em ambos os exemplos, a narrativa esconde o fato presente e os fatos históricos em que, no centro da esquerda, existiram (existem) traidores, golpistas, corruptos, agressores de mulheres, homicidas.

Dá pra dizer que certas ideologias, como é o bolsonarismo, são mais propensas ao cometimento de crimes? Pela incidência nas páginas policiais, pode-se dizer que sim. O que não nos autoriza a generalização de que todos sejam; especialmente porque esse "tipo social" tem inúmeras camadas que mudam, inclusive, sua atuação histórica.

E em complemento, daria para assegurar que o verão passado da esquerda é santificado? Só pode dizer isso quem nunca viveu ou leu a história.

Seria oportuno, na verdade urgente, discutirmos a Emancipação e o Bom Senso (sobretudo, na Educação e na política); porém, para hoje, basta-nos a autocrítica e a responsabilização individual.

Esse crime brutal, assim como muitos outros, relata muito bem o que fizeram, fazem, com a Educação no país.


Professora morre após ser atacada a facadas por aluno em faculdade de RO https://share.google/nTflSUyWuxh4woEMI

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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