Segunda-feira, 18 de dezembro de 2023 - 08h25

Na era da IA (Inteligência Artificial), que
assombra os que têm inteligência social, há indivíduos que desenvolvem
comorbidades sociais, morais, das mais diversas, severas e íntimas. Chamaremos
esses indivíduos de “portadores de inteligência totalmente artificial”.
Comumente assujeitados, são bem pouco sujeitos de fato e de si (e, por óbvio,
desconhecedores da autonomia, do seu próprio significado), acabam envolvidos em
seitas fetichistas e maquínicas.
Fetiche
para esses indivíduos (que também vamos chamar de “esse-ser-aí”) é algo que se
resume a atos libidinosos. Porém, como é muito raro que saibam o que é libido,
então, são apenas seguidores de desejos inconfessáveis, impublicáveis e
inelegíveis. Esses seres pouco dialogam com outros seres, efetivamente sociais.
Portanto, seu fetiche se resume a liquidar todo mundo como mercadorias – ele
próprio (“sendo-esse-ser-aí”) aceitaria ser manipulado (abduzido) porque já não
é autônomo. São seres tão robotizados que veem máquinas autônomas, ou seja,
como se as máquinas fossem (ou pudessem ser, efetivamente) autônomas. Esses
indivíduos, em suma, confundem autômatos com autônomos.
Por
isso tanto idolatram e confirmam mitos, às vezes, transferindo o fetiche do
líder para a acompanhante feminina do mito inelegível. O fetiche é pelo líder,
disso não há dúvidas – seja o fetiche “desse-ser-aí” ou maquínico (dele como
mercadoria do mito), seja o fetiche sexualizado pela acompanhante do mito.
Neste caso, trata-se do mito já caído, inelegível e desprezível. Se é que possa
existir algo assim, digamos que seja um inelegível “fetiche reverso”.
Esse
é o autômato que nos acompanha nesta série d’O metafísico. Quase inesgotável,
tantas são as caricaturas possíveis, “esse-ser-aí-metafísico” é o mesmo já
retratado como “admirável gado novo”, à espera da sua hora no abatedouro.
O
destaque de hoje vai para a qualidade ou, melhor dizendo, tipo de inteligência
que possui – pode-se dizer assim. Trata-se da manifestação que esboçamos no
título: a Inteligência Altamente Artificial. Isso se comprova pelo fato de que
o “metafísico-autômato-sendo-assim” ignora os fatos concretos. Alude-se pelas
redes sociais, crê piamente em mentiras, nas piores distorções que o juízo
desprovido de valor humano possa conferir. Quanto mais mentiroso,
compulsivamente mentiroso, mais o metafísico-autômato irá querer para si.
O metafísico-autômato é o
indivíduo desprovido de autonomia (portanto, nulo em inteligência social) que
vive para receber e multiplicar as mentiras, na prática, como efetivo não-ser,
mas sempre como curador e militante da Inteligência Totalmente Artificial.
Por fim, hoje, queremos
concluir reforçando sua transferência fetichista, do mito, para sua
acompanhante, igualmente impronunciável. Porém, esta é uma tese a ser
aprofundada por psicanalistas e psiquiatras: o fetiche pelo mito inelegível transforma-se
em fetiche reverso pela acompanhante impronunciável. Nosso argumento é apenas o
de que o metafísico-autômato é adorador do fetiche maquínico (sobre si) e
replicante da Inteligência Totalmente Artificial.
O metafísico-autômato é a
própria sina da sua Inteligência Totalmente Artificial, é o indivíduo que
reproduz todo tipo de desinteligência social, pois, é portador de um bastante
incomum senso comum. Ainda que seja o único da espécie que não saiba disso.
Também seria interessante pensar como seria a vitimologia metafísica do mito
caído, inelegível e fetichizado pela desinteligência do metafísico-autômato.
Mas isso já é outra história,
e essas histórias fazem mal a quem tenha inteligência social.
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