Segunda-feira, 29 de abril de 2024 - 12h07

Quando você cuida da sua gata na pandemia, e a gatinha de 4 patas exige
ser a dona da casa você aprende algumas coisas.
A primeira e muito óbvia diz que os humanos não sabem nada, além de
destruir tudo - especialmente sua confiança e amizade.
O segundo aprendizado manda você desapegar do que não é seu (você
pertence ao gato e não o contrário).
Depois desse turno, as pessoas vão perguntar se você ficou bonzinho ou
malzinho.
Não fiquei nem uma coisa, nem outra.
Se puder, sem me envolver, faço o bem.
Aliás, não sou bonzinho.
Curioso, têm alunos que dizem que fiquei bonzinho.
Não fiquei bonzinho, nem malzinho. Talvez mais cínico.
Hoje não cuido mais de ninguém, só de mim. Literalmente.
Antes falava três vezes, não faça porcaria, hoje não falo nenhuma.
Tive situações em que depositei interesse ou esperança, hoje aquelas
pessoas estão desprovidas de qualquer simpatia.
Não quero mal, nunca irei querer mal, só não quero nada além disso.
Ou seja, se depender de mim, que se virem.
Viraram página da história.
Não são bem, nem mal, são só história (que é tão boa, quanto é má
história).
Tenho só um recado, sempre de manhã, e é pra mim.
Por isso fiquei bonzinho, não incomodo ninguém.
Da ironia social para o cinismo, cheguei como todo mundo no Mito da
Cordialidade
É a história em que você parece bonzinho, mas que na real não dá a
mínima para os malas e os seus males.
Tenho um contrato, vou lá, levo uma aula básica, cumpro o papel.
Mais do que isso é aula grátis, e não tem mais almoço grátis.
Isso vale em todo lugar.
Neste caso, fico mudo ou recomendo um advogado, amigo de longa data.
Agora olha que bacana, virei povo brasileiro, depois de muito esforço e
cinismo. Do Mito da Cordialidade tu vieste, a ele tu voltarás (a diferença é
que sei o isso significa).
Invista em crianças, em projetos nos quais você seja uma parte ativa, em
relações sexuais - efetivamente sociais e não só às voltas do poder e dos
carguinhos.
A última lição que aprendi com a gatinha é não investir em pessoas (a
não ser crianças), porque "essas pessoas" vão te fazer reviver a
historinha do sapo e do escorpião.
Tem outra expressão pra isso tudo (fod...), mas não posso usar qui.
Fiquei bonzinho, só que pra mim. O resto perdeu a viagem.
(Hoje, ao invés de perder tempo com gente ruim, faço um texto
publicável)
Quarta-feira, 11 de março de 2026 | Porto Velho (RO)
O papel do intelectual (orgânico) no século XXI - nossa missão é denunciar e agir
Estamos aturdidos, alguns literalmente mortificados com os atuais bombardeios, as gravíssimas violações da ordem internacional e das soberanias, tan

A ideia matriz dessa construção textual não tem um corpus acadêmico ou academicista, pois é muito mais militante e voluntarioso. Por isso, acessar o

Fundamentos civilizatórios da educação emancipadora
O objetivo geral do texto é delinear alguns fundamentos que não podem ser questionados e abandonados por quem pensa a Educação de forma emancip

-- a contradição em carne viva. -- nuances e seduções do reprodutivo Pensamento Escravista.O Brasil não é o país das contradições, é a própria essênci
Quarta-feira, 11 de março de 2026 | Porto Velho (RO)