Sexta-feira, 12 de dezembro de 2025 - 08h30

Todos os teoréticos são infames, mas alguns são
piores – porque "sabem o mínimo sobre a sua 'consciência", aquela que
se pergunta: é um copo meio cheio ou meio vazio"? Se for meio cheio é
pior, porque deveriam "saber o que fazer" - mas não fazem, porque copiam
uma "meia verdade" (sendo essa, invariavelmente, uma mentira
inteira). A teorética é uma ideologia vazia, imóvel.
Darei três exemplos concretos do que quero
explicar:
1. Tive um aluno de licenciatura em física
(absurdamente aplicado e inteligente) com uma grande, acentuada deficiência de
locomoção. Porém, ele descia do Restaurante Universitário a pé, pra assistir
aula (1 km mais ou menos). A minha pergunta nesse caso é: quando esse rapaz
pôde fazer um experimento no nosso "observatório intergalático"?
Nunca. Eu mesmo mal cheguei a subir as escadas, imagina ele – que a formação
exige.
2. O outro exemplo é uma pergunta ainda mais
simples: onde é que colocaram piso antiderrapante na UFSCar? Na minha casa tem
em todos os cômodos, no corredor externo e na calçada também. Aliás, na calçada
o antiderrapante é ainda mais rústico, porque não quero que ninguém escorregue
num dia de chuva.
3. Por falar em chuva, em dias abundantes não
posso realizar o meu trabalho. No dia 09/12 (terça-feira) tive que faltar, porque
as rampas que deveria acessar viram ondas de água, uma verdadeira aquaplanagem.
Falei que vou ensinar o que é acessibilidade,
mas será longe dos papagaios da teorética.
Talvez até faça outro doutorado, nisso, ou me
candidate à vereança.
No entanto, esse longínquo “novo” doutorado será
só redundante: já fiz dois. E porque a minha teoria é a minha vida, e não
preciso de teorética nenhuma para me explicar o óbvio.
E sabem qual é o óbvio ululante?
As pessoas teoréticas querem que você se lixe,
junto com a acusação de que, na prática, elas negam a acessibilidade. E é por
isso que nunca moveram uma palha para mudar o mínimo.
De fato, acessar o óbvio não é para qualquer
pessoa.
Afinal, acessar o óbvio exige uma racionalidade, lógica, e bem mais do que a vã teorética.
Quarta-feira, 11 de março de 2026 | Porto Velho (RO)
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