Sexta-feira, 1 de julho de 2016 - 05h21
Agência FAPESP – O Instituto Butantan levou os testes em humanos da primeira vacina brasileira da dengue para a região Norte do país. Desde 30 de junho, os estudos, que já estão em andamento no Estado de São Paulo, começaram a ser realizados com cerca de 2,5 mil voluntários nas cidades de Boa Vista (RR) e Manaus (AM), de acordo com a Assessoria de Imprensa do Instituto.
Nesses municípios, os testes serão conduzidos em parceria com a Universidade Federal de Roraima, com a Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), de Manaus, e com a Fiocruz Amazônia.
Trata-se da última fase da pesquisa em humanos antes de a vacina ser submetida à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que possa ser produzida em larga escala pelo Butantan e disponibilizada para campanhas de imunização em massa na rede pública de saúde em todo o Brasil.
Os estudos envolverão a participação de 17 mil voluntários em 13 cidades brasileiras nas cinco regiões do país e serão conduzidos por 14 centros de estudos credenciados pelo Butantan.
Os ensaios clínicos desta última etapa foram iniciados em fevereiro deste ano na capital paulista, em parceria com o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e, desde a última semana de junho, estão sendo conduzidos também em São José do Rio Preto, interior do Estado de São Paulo, pela faculdade de medicina local (Famerp).
A vacina do Butantan, desenvolvida em parceria com o National Institutes of Health, dos Estados Unidos, tem potencial para proteger contra os quatro vírus da dengue com uma única dose e é produzida com os vírus vivos, mas geneticamente atenuados, isto é, enfraquecidos. “Com os vírus vivos, a resposta imunológica tende a ser mais forte, mas, como estão enfraquecidos, eles não têm potencial para provocar a doença”, explica o diretor do Instituto Butantan, Jorge Kalil.
Nesta última etapa da pesquisa, os estudos visam a comprovar a eficácia da vacina. Do total de voluntários, 2/3 receberão a vacina e 1/3 receberá placebo, uma substância com as mesmas características da vacina, mas sem os vírus, ou seja, sem efeito. Nem a equipe médica nem o participante saberão quais voluntários receberam a vacina e quais receberam o placebo. O objetivo é descobrir, mais à frente, a partir de exames coletados dos voluntários, se quem tomou a vacina ficou protegido e quem tomou o placebo contraiu a doença.
Os dados disponíveis até agora das duas primeiras fases indicam que a vacina é segura, que ela induz o organismo a produzir anticorpos de maneira equilibrada contra os quatro vírus da dengue e que ela é potencialmente eficaz.
Os estudos iniciais que resultaram no desenvolvimento da vacina contra a dengue tiveram apoio da FAPESP.
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