Quarta-feira, 25 de outubro de 2023 - 14h19

As estimativas do Instituto Nacional do
Câncer (Inca) para este ano apontam um aumento significativo de novos casos de
câncer de mama entre as brasileiras. Com uma taxa de incidência de 66,54 casos
a cada 100 mil mulheres, são previstos cerca de 73 mil novos casos em 2023,
10,6% a mais do que o estimado para o ano passado.
Esses dados preocupantes elevam a
relevância de campanhas, como o Outubro Rosa, mês em que se celebra o Dia
Mundial de Combate ao Câncer de Mama (19) e também o Dia Nacional de Luta
contra a doença (27), que potencializem a necessidade de se promover ações de
conscientização e disseminar informações seguras sobre o tema.
Conforme destaca a Dra. Aline Vales
Whately, ginecologista do Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, a
prevenção ainda é a principal arma contra a doença e, para isso, é fundamental
estimular o cuidado o ano inteiro.
“Dentre as causas da doença, existem
fatores que não temos como controlar: como a
genética familiar, idade, menarca precoce e menopausa tardia; por outro
lado, existem fatores que podemos intervir, tais como uso de hormônios,
alimentação saudável, evitar álcool em excesso, aumento da ingesta hídrica,
práticas regulares de atividade física e realização dos exames de rotina.
Devemos focar nesses fatores para tentar reduzir as chances de desenvolvimento
da doença”, ressalta a médica.
O alerta da especialista embasa um dado
muito importante divulgado pelo Inca, que aponta que 80% a 90% dos casos de
câncer estão associados a causas externas, que podem ser evitadas com mudança
de hábitos e acompanhamento médico regular.
O impacto positivo de uma mudança de
estilo de vida, priorizando refeições equilibradas, evitando alimentos
ultraprocessados, bem como o consumo de álcool em excesso e fumo, e combatendo
o sedentarismo, melhora a imunidade e a saúde como um todo.
Além das consultas regulares e exames
de rastreamento da doença, a médica reforça a necessidade de estar atenta ao
próprio corpo, praticando o autocuidado frequentemente.
“As pacientes devem ser orientadas a
ter cuidado com a saúde diariamente em casa. A realização do autoexame deve ser
incorporada à rotina da mulher desde cedo. Com relação aos cuidados médicos, o
exame das mamas deve fazer parte da consulta ginecológica de rotina e a
solicitação de exames complementares pode ser necessária dependendo dos fatores
de risco de cada paciente ou anualmente para todas, após os 40 anos”, salienta
Dra. Aline, reforçando que, quando descoberto nas fases iniciais, o câncer de
mama tem até 95% de chance de cura.
Entre os sinais comuns que podem indicar que há algum problema, a especialista
cita alteração de cor na região das mamas, coceira ou prurido, secreções no
mamilo (transparentes “água de rocha” ou sanguinolentas) ou mudança no aspecto
e textura da pele.
Quando isso ocorrer, a mulher deverá
procurar ajuda médica para a realização da mamografia e/ou ultrassom de mama –
exames que ajudam a detectar tumores ainda não percebidos pelo toque. A dor é
um sintoma que pode incomodar, mas geralmente está associado a patologias
benignas como displasia mamárias causadas por ação hormonal.
Para casos diagnosticados, o tratamento pode variar de acordo com o tipo de
câncer de mama, seu tamanho e localização, entre outros aspectos.
Segundo a médica, a medicina vem alcançando resultados significativos com a
prevenção, detecção e rápida resposta nos tratamentos, que podem ser
encontrados nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), em todas as etapas.
“Atualmente, temos acompanhado a evolução nas técnicas de tratamento e
medicamentos, ampliando consideravelmente a qualidade de vida das pacientes e
suas chances de cura. Isso é mais um motivo para continuarmos incentivando
campanhas de combate e conscientização sobre a doença”, finaliza a
ginecologista do CEJAM.
Sobre o CEJAM
O CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” é uma entidade
filantrópica e sem fins lucrativos. Fundada em 1991, a Instituição atua em
parceria com prefeituras locais, nas regiões onde atua, ou com o Governo do
Estado, no gerenciamento de serviços e programas de saúde nos municípios de São
Paulo, Rio de Janeiro, Mogi das Cruzes, Itu, Osasco, Campinas, Carapicuíba,
Franco da Rocha, Guarulhos, Santos, São Roque, Francisco Morato, Ferraz de
Vasconcelos, Peruíbe e Itapevi.
Com a missão de ser instrumento transformador da vida das pessoas por meio de
ações de promoção, prevenção e assistência à saúde, o CEJAM é considerado uma
Instituição de excelência no apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS). O seu nome
é uma homenagem ao Dr. João Amorim, médico obstetra e um dos fundadores da
Instituição.
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divulgados no site da instituição: cejam.org.br/noticias.
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