Porto Velho (RO) quinta-feira, 9 de abril de 2026
opsfasdfas
×
Gente de Opinião

Saúde

Caos no JP II foi denunciado inúmeras vezes pelo Cremero


 
O caos na saúde e o aspecto de hospital de guerra no pronto-socorro João Paulo II, em Porto Velho, que esta semana foram divulgados em rede nacional, causando revolta e clamor social, há mais de cinco anos vem sendo denunciado pelo Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero), segundo informou nesta quinta-feira (13) a presidente Inês Motta de Moraes.

A falta de condições de trabalho para os médicos e a superlotação, que fizeram com que o governador Confúcio Moura decretasse estado de calamidade pública, foram levados inúmeras vezes,

Caos no JP II foi denunciado inúmeras vezes pelo Cremero - Gente de Opinião
Na fiscalização do dia 25 de novembro foi constatado: sem espaço para mais nada, os pacientes são internados ao chão, em baixo das macas com outros doentes

através de relatórios, com fotos, ao conhecimento do Ministério Público Estadual (MPE), do Ministério Público Federal (MPF), da Secretaria de Estado da Saúde (SESAU), do Governador do Estado e dos Diretores Técnicos e Clinico do pronto-socorro, do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

No último relatório, preparado após fiscalização realizada no dia 25 de novembro, quando apurou denúncia feita por médicos ortopedistas e neurocirurgiões sobre a falta de condições de trabalho e de atendimento aos pacientes ali internados, o Cremero constatou o “descaso que as autoridades dispensam a saúde da população”. “Parecia uma zona de guerra, com gente doente deitada umas sobre as outras, no chão ou em cadeiras”.

“A superlotação no João Paulo II e a falta de condições de trabalho são tão gritantes que ali se forjou o conceito de maca-beliche, internando pacientes embaixo das macas espalhadas por todos os corredores. É um absurdo”, protestou à época os conselheiros que realizaram a fiscalização.

Além da comissão de fiscalização do Cremero, participaram da fiscalização ao João Paulo II no dia 25 de novembro o Diretor Executivo do JP II, Paulo Ricardo, o promotor de justiça do MPE, Hildon Lima Chaves, o diretor-geral do JP II, Rodrigo Bastos de Barros, o diretor clinico Franklim Almeida, o presidente do sindicato Médico, Rodrigo Almeida. A fiscalização teve ampla cobertura da imprensa e rendeu protestos coordenados por pessoas ligados ao Governo que se despedia.

O relatório apontou os vários problemas do hospital, como o estrangulamento de sua capacidade de atendimento, redundando no acúmulo de pacientes no chão. “O hospital dispõe de 131 leitos para internação, dez leitos de UTI e quatro na UCE, mas, segundo as informações colhidas no local, está com mais de 300 pacientes internados”.

Embora o diretor-executivo tenha afirmado à época que os pacientes estavam sendo medicados, a presidente do Cremero lembrou que estava recebendo informações de que nem os analgésicos estavam sendo prescritos, “havendo necessidade, muitas vezes, de os médicos ligarem ao diretor clinico para solicitar a medicação”.

Outro problema apontado pelo relatório do Cremero encaminhado às autoridades é com relação ao corpo clinico, formado por dois cirurgiões, dois clínicos gerais, um anestesista, um intensivista e dois ortopedistas, “funcionando em escala de plantão de 12 horas e sobreaviso das demais especialidades”.

Uma das observações do Cremero foi a de que o quantitativo de profissionais para prestar atendimento é insuficiente, levando ao absurdo dos pacientes ficarem sem atendimento médico por mais de sete dias, “conforme declaração das pessoas ali internadas”.

À época da fiscalização os médicos ortopedistas estavam absolutamente assoberbados em suas atividades. Eles eram obrigados a atender casos urgentes, são obrigados a passar a visita em 148 pacientes internados, muitos deles há mais de 60 dias aguardando transferência para o Hospital de Base ou encaminhamento para os hospitais credenciados pelo SUS para a realização dos procedimentos cirúrgicos.

Fonte: Ascom/CRM-RO
 

Gente de OpiniãoQuinta-feira, 9 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Meu Exame ON já disponibilizou mais de 6 milhões de exames em Porto Velho

Meu Exame ON já disponibilizou mais de 6 milhões de exames em Porto Velho

Lançado em janeiro de 2025, o sistema tem como objetivo garantir mais agilidade, comodidade e segurança aos usuários, permitindo que os pacientes cons

Edital abre vagas para vivência no SUS em Porto Velho com participação do governo de Rondônia

Edital abre vagas para vivência no SUS em Porto Velho com participação do governo de Rondônia

O governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), é parceiro na realização do Edital nº 01/2026, que abre inscrições para o

Operação Sorriso realiza cirurgias e transforma vidas de pacientes com fissuras labiopalatinas em Rondônia

Operação Sorriso realiza cirurgias e transforma vidas de pacientes com fissuras labiopalatinas em Rondônia

Com o objetivo de garantir assistência, acesso e qualidade de vida às pessoas com fissuras labiopalatinas em Rondônia, a Operação Sorriso, em parcer

Grupo Care Plus amplia jornada de cuidado com programa que subsidia medicamentos para beneficiários

Grupo Care Plus amplia jornada de cuidado com programa que subsidia medicamentos para beneficiários

O grupo Care Plus, composto pela Care Plus Medicina (maior operadora premium de saúde no Brasil), Care Plus Clinic, Care Plus Odontologia, Care Plus

Gente de Opinião Quinta-feira, 9 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)