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Saúde

Capacitação de profissionais da atenção básica em RO


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No Cosme e Damião, crianças primeiro são avaliadas avaliadas quanto à gravidade da doença

Com o objetivo de capacitar profissionais que atuam ma atenção primária de Saúde – porta de entrada para o Sistema Único de Saúde (SUS) -, o governo de Rondônia iniciou na segunda-feira (13) o Curso de Formação de Multiplicadores em Assistência Integral às Doenças de Prevalência na Infância (AIDPI), com foco em crianças de dois meses a cinco anos.

O curso é realizado pela Coordenação Estadual de Saúde da Criança, em parceria com Gerência de Programas Estratégicos de Saúde (GPES). A meta é capacitar enfermeiros e médicos para avaliar e identificar doenças comuns em crianças, agilizar o atendimento e fazer o encaminhamento somente dos casos de média e alta complexidade paras as unidades que prestam esse tipo de atendimento.

Além da qualificação, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) trabalha com a expectativa de desafogar o atendimento no Hospital Infantil Cosme Damião (HICD) – referência em média e alta complexidade em Rondônia.

Uma pesquisa realizada pelo setor de estatísticas da Sesau aponta que no primeiro trimestre deste ano, o Hospital Infantil Cosme Damião (HICD) realizou 9.603 atendimentos. Deste total, 90,5% foram casos de Porto Velho e 9,5% do interior. A mesma pesquisa aponta ainda que 44% eram menores de um ano, 34% de um a cinco anos, 17% de 6 a 10 anos e acima de 10 anos 4,8%.

Alguns dados na pesquisa chamaram a atenção da Sesau: 95,3% das crianças chegaram ao HICD vieram de suas casas, sem passar por nenhuma unidade de Saúde. Ou seja, sem encaminhamento. Apenas 4,6% deram entrada no SUS, encaminhadas pelas Unidades Básicas de Saúde da Família (UBS), o restante 0,1% chegaram através do Samu e Polícia Militar (PM).

Os números preocupam o setor de Saúde do Estado e motivaram, também, o curso de capacitação para profissionais da atenção básica em Rondônia. No total, 30 profissionais – enfermeiros, técnicos e médicos – participam da capacitação. Eles vão trabalhar como multiplicadores dos conhecimentos nas regionais de Saúde.

De acordo com Priscila Bueno, do GPES, os sistemas de atenção à saúde constituem respostas sociais, deliberadamente organizadas, para responder às necessidades, demandas e preferências das sociedades. Eles devem ser articulados pelas necessidades de saúde da população que se expressam, em boa parte, em situações demográficas e epidemiológicas singulares, relata.

Ela explica que os sistemas fragmentados de atenção à saúde, fortemente hegemônicos, são aqueles que se organizam através de um conjunto de pontos de atenção à saúde, isolados e sem comunicação, e que, por conseqüência, são incapazes de prestar uma atenção contínua à população.

Em geral, afirma Priscila, não há uma harmonia entre a atenção primária à saúde, que não se comunica com a atenção secundária à saúde e, esses dois níveis, também não se articulam com a atenção terciária à saúde, gerando com isso a sobrecarga nas unidades de média e alta complexidade. Com a capacitação na atenção básica, o governo cria uma harmonia entre os setores, dando qualidade e celeridade ao atendimento.

MORTALIDADE
Além de qualificar e organizar a assistência de saúde da criança no estado de Rondônia, o curso tem como objetivo – em médio prazo -, promover uma rápida e significativa redução da morbidade e mortalidade infantil, mesmo Rondônia estando dentro da média nacional é que 15 para cada mil crianças nascidas.

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Sandra Coenga, do Ministério da Saúde

De acordo com a consultora do Ministério da Saúde (MS), Sandra Coenga, o investimento na atenção primária, através da formação de enfermeiros e médicos, é fundamental para a melhoria do atendimento, para o uso correto do Sistema Único de Saúde (SUS) e para redução do índice de mortalidade infantil no Brasil.

Ele afirma que mesmo tendo conseguido atingir a meta do milênio, previsto para 2015, ainda em 2012, o Brasil precisa avançar muito, já que a média nacional, em muitos casos, não condiz com a realidade local. Há estados que a média ainda está distante, afirma Coenga.

REDE CEGONHA
Para a coordenadora do Programa Rede Cegonha em Rondônia, Ana Cristina, a iniciativa do governo é altamente importante para o fortalecimento do Programa de Saúde da Família, bem como para dar aos profissionais da atenção básica, condições técnicas para que façam a acolhida ao SUS de forma humana e, ao mesmo tempo, desafoguem as unidades de média e alta complexidade, hoje inchadas por pacientes que poderiam ser atendidos na UBS.

 


Fonte
Texto: Zacarias Pena Verde
Fotos: Daiane Mendonça e Ítalo Ricardo
Decom - Governo de Rondônia

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