Sábado, 19 de abril de 2014 - 06h07
Reclamar de indisposição ao passar muito tempo diante da tela do computador ou do celular está cada vez mais comum. Falando assim, até parece que toda a culpa é da tecnologia. Na opinião do cirurgião-oftalmologista Renato Neves, presidente do Eye Care Hospital de Olhos, tudo é questão de saber usar os equipamentos sem prejudicar a saúde. “Entre 50% e 90% das pessoas que usam computador no trabalho ou no estudo costumam se ressentir, em algum momento, dessa experiência desgastante, resultando em declínio da produtividade, aumento de erros e, muito frequentemente, problemas na visão. É preciso estar, então, atento a dois pontos-chave: piscar e manter distância correta do monitor”.
Inúmeros estudos comprovam que as pessoas passam muito mais tempo usando o computador do que elas costumam passar lendo um livro, por exemplo. Independentemente do conteúdo, ficar com os olhos ‘vidrados’ no computador também significa piscar menos. “Quando você pisca, você espalha uma camada de lágrima por todo o olho, mantendo-o hidratado. Piscando menos, seus olhos começam a ficar ressecados e irritados”, diz Neves.
Ainda em relação à diferença entre ler no computador e ler um livro, o especialista chama atenção para o posicionamento dos olhos. “Quando você lê um livro, geralmente inclina os olhos para baixo, fazendo com que eles sejam cobertos em grande parte pela pálpebra e fiquem de certa forma protegidos. Já diante do computador, a pessoa costuma manter os olhos retos, bem abertos, e mais expostos ao ressecamento. Somado a isso o fato de piscar menos, chegamos muitas vezes à Síndrome do Olho Seco ou Síndrome da Visão do Computador”.
Neves alerta, também, para o quanto a distância pode prejudicar os olhos. “O ideal é que o monitor do computador esteja a uma distância de 50 centímetros do usuário. Ao usar um notebook, normalmente os olhos estão a uma distância de 30 centímetros ou menos da tela. Já quem está acostumado a ler tudo no celular acaba aproximando muito mais o aparelho da visão do que se estivesse lendo um livro. O problema é que os olhos têm de trabalhar muito mais para focar em curtas distâncias – o que exige mais esforço e provoca fadiga visual. Por isso, nesse caso, o melhor a fazer é aumentar o tamanho das letras e manter o braço estendido ao trocar mensagens pelo celular ou consultar a internet”.
Além de piscar e manter distância, outras considerações do médico contribuem para prevenir problemas oculares pelo uso excessivo dessas tecnologias. “Não é à toa que os novos equipamentos permitem vários ajustes em termos de brilho, tamanho, definição, contraste e cor. Fazer os ajustes de modo personalizado, procurando deixar o fundo da tela nem tão claro, nem tão escuro, ajustando o tamanho das letras e optando por um contraste que seja confortável aos olhos é a melhor pedida.”
Fonte: Dr. Renato Augusto Neves, cirurgião-oftalmologista com mais de 60 mil cirurgias realizadas, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos (SP) e autor do livro Seus Olhos. (www.eyecare.com.br)
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