Segunda-feira, 7 de julho de 2025 - 07h50

Uma nova rodada de
fiscalizações foi realizada neste domingo (7/6), pelo Tribunal de Contas do
Estado de Rondônia (TCE-RO), em unidades de saúde estratégicas do município de
Porto Velho.
Foram operadas a UPA
Leste, a UPA Sul, o Pronto Atendimento José Adelino, a Policlínica Ana Adelaide
e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
As fiscalizações
buscam aprimorar o atendimento à população e melhorar as condições de trabalho
dos profissionais de saúde.
FALTA DE
MEDICAMENTOS, INSUMOS E INFRAESTRUTURA PRECÁRIA
A fiscalização do
Tribunal de Contas revelou uma série de deficiências, incluindo a falta de
medicamentos essenciais, além da ausência de insumos básicos, como compressas,
sondas e seringas.
Problemas
estruturais, como calças danificadas, equipamentos de raio-X inoperantes,
ventiladores mecânicos sem manutenção e ausência de ar-condicionado em setores
críticos, também foram detectados.
Na Policlínica Ana
Adelaide, a fiscalização boa prática de reforço médico em dias de maior demanda,
mas registrou falta de insumos e medicamentos. Casos de pacientes regulados
aguardando vaga no Hospital João Paulo II por até dois dias também foram
evidenciados.
Na UPA Sul, houve
denúncias de material de sutura de baixa qualidade, salas com odor forte e
reclamações de pacientes sobre o atendimento. A escala de plantão foi
desatualizada, e equipamentos básicos, como o ar-condicionado de recepção,
foram quebrados há quase um mês.
Já na UPA Leste, o
setor de raio-X encontrava-se fechado e sem responsável, devido à painel sem
equipamento. A unidade também apresentava calçadas com buracos e falta de
medicamentos essenciais.
SOBRECARGA E FALHAS
NA FROTA DO SAMU DE PORTO VELHO
A equipe do SAMU
informou ao TCE sobrecarga, uso indevido para transporte de pacientes não
urgentes e falta de equipamentos críticos, como desfibriladores em boas
condições, aspiradores portáteis e sondas diversas.
Duas ambulâncias
foram fora de operação por falhas mecânicas e ausência de manutenção
preventiva, comprometendo o trabalho das equipes de emergência.
Além disso, foram
apontadas faltas injustificadas de profissionais e ausência de escala
padronizada, assim como a insuficiência de médicos nas equipes plantonistas.
PREFEITURA NOTIFICADA
PARA ADOTAR MEDIDAS IMEDIATAS
O TCE-RO recomendou à
Prefeitura de Porto Velho a adoção urgente de precauções para resolver os
problemas identificados, como a reposição de insumos e medicamentos, realização
de investimentos estruturais, reforço das escalas médicas.
Também que seja feito
em conjunto com o Governo do Estado para melhorar a regulação de pacientes e
campanhas educativas para orientar a população sobre o uso adequado das
unidades básicas de saúde.
Uma nova inspeção
será realizada no prazo de 10 dias para verificar se as recomendações foram
inovadoras. A aplicação não poderá resultar na responsabilização dos gestores e
na adoção de medidas legais e administrativas.
POPULAÇÃO E
PROFISSIONAIS DE SAÚDE APROVAM FISCALIZAÇÕES
De uma forma geral,
os pacientes e os profissionais de saúde enfatizaram o impacto positivo das
fiscalizações realizadas de modo permanente pelo Tribunal de Contas.
A dona de casa
Lucimar Viana gostou de saber que a fiscalização melhorou o atendimento. “Aqui,
fui bem atendido e estou me sentindo melhor”, disse.
Já o motoboy Bruno
Leive levou o pai para ser medicado. “O Tribunal tem de continuar a
fiscalização”, acentuou.
A médica Gwenaelle
Andreato, que trabalha na UPA, notou melhoria a partir da ação do TCE. “Tem
melhorado, por exemplo, a questão dos insumos, da medicação, que faltava
bastante e agora falta menos”, lembrou.
Sua colega de
trabalho Rivânia Neves, também médica, ressalta outro ponto positivo: “No dia a
dia, temos muitas intercorrências e vale a pena ter a presença do Tribunal de
Contas em nossa unidade”.
TCE-RO FAZ A
DIFERENÇA NA VIDA DO CIDADÃO
Os servidores do TCE
que atuam nas fiscalizações consideram importante o trabalho realizado. “É
muito bom saber que nossa atuação tem agregado e dado resultado para a
população, e vamos continuar”, disse o servidor Antônio Assunção.
O secretário-geral de
Controle Externo do TCE, Marcus Cézar Filho, que coordenou as ações deste
domingo, afirma que, de fato, tem escolhido melhorias, a partir das Fiscalizações
Permanentes na Saúde, mas é preciso avançar mais.
“É o Tribunal de
Contas trabalhando para melhorar a saúde do cidadão de Porto Velho”, completou.
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