Sexta-feira, 6 de junho de 2008 - 17h48
A leishmaniose tegumentar americana é uma doença infecto-parasitária causada por varias espécies e subespécies de protozoários tripanossomídeos do gênero Leishmania, que se manifesta quase exclusivamente por lesões cutâneas e mucosas. Segundo a doutora Ana Nilce Eukhury, coordenadora nacional do programa sobre Leishmaniose do Ministério da Saúde, na Amazônia existem surtos epidêmicos em conseqüência das mudanças ambientais que contribuem para aumentar os focos da doença na região. Ela ministrou palestra para acadêmicos dos cursos da área de saúde da Faculdade São Lucas e destacou que em 2006 foram registrados 22 mil casos no Brasil, com 88 mortes.
A doença, conforme a técnica do Ministério da Saúde, costuma atingir mais os adultos, principalmente os homens, que totalizam 72% dos casos. Trata-se de uma doença que causa deformidades e mutilações e está presente em todos os estados, com maior predominância nas regiões Norte e Nordeste, disse. Em Rondônia, segundo dados apresentados por Ana Nilce, houve uma redução do número de casos entre 2005 e 2006. Mesmo assim, a leishmaniose tegumentar americana registra maior densidade no interior do estado. Só na região de Ariquemes foram registrados 1500 casos da doença nos últimos três anos.
Em torno de 90% dos municípios rondonienses tem áreas de proliferação da doença. Os dados mostram um grande emaranhado, fato que aumenta o trabalho de contenção da doença no estado, principalmente porque existe uma grande diversidade de vetores na região, observou. Ela acrescentou que é importante identificar, monitorar e investigar os surtos para que possam ser planejadas ações para reduzir ainda mais a proliferação da leishmaniose tegumentar no estado.
Fonte: Chagas Pereira
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