Sexta-feira, 6 de agosto de 2010 - 11h53
Depois do manifesto realizado na quinta-feira, 5, em que cerca de 50 médicos pararam em frente ao Hospital de Base usando tarjas pretas no braço em sinal de luto pelo caos na saúde pública do Estado, o Sindicato dos Médicos de Rondônia (Simero) anunciou que a categoria pode entrar em greve ainda este mês. Segundo o presidente do sindicato, Rodrigo Almeida de Souza, a possibilidade será discutida na assembléia sindical do próximo dia 16 e se, até lá, o governo do Estado não apresentar uma proposta clara para as reivindicações dos profissionais, eles devem paralisar as atividades.
O Simero, com a adesão expressiva da categoria, desde fevereiro vem realizando manifestos na tentativa de conseguir espaço junto ao poder público para expor e discutir os problemas, que vem prejudicando o atendimento aos pacientes e desmotivando os profissionais. Entre eles, a superlotação nas unidades de saúde, que não comportam mais a demanda de pacientes, além da falta de profissionais, estrutura e equipamentos. “Vou citar só um exemplo para termos noção da gravidade do problema. Há dois cirurgiões cardíacos que, há dois meses, não realizam cirurgias por falta de equipamentos. Seria possível acreditar que nesse tempo não morreu alguém à espera dessas cirurgias?”, questiona o presidente do Rodrigo.
Além disso, a categoria também está insatisfeita com a desvalorização salarial em Rondônia. Hoje, segundo o sindicato, o Estado paga R$ 3.300,00 para 20 horas semanais, e o Município, R$ 3.200,00. O piso preconizado pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam) para a mesma carga horária é de R$ 8.593,00. “Em 2002, Rondônia oferecia uma das melhores remunerações do País. Hoje está entre as piores”, compara.
O presidente do Simero destaca que a prioridade é o atendimento à população do Estado, que necessita de reestruturação na saúde pública. “A idéia não é prejudicar ninguém. Nós não queremos ter que parar para sermos ouvidos, mas se não tivermos escolha vamos ter que fazer isso. A população precisa saber do que está acontecendo na saúde e que é preciso melhorar urgente”, enfatiza.
Na opinião do Simero, o grande problema do Estado hoje é de gerenciamento. “Ao invés de equipar as unidades de saúde, se prefere gastar com UTI móvel e outros recursos para levar os pacientes daqui para fazer cirurgias em outros estados, sendo que com esses gastos daria para fazer 10 cirurgias aqui. Então, é questão de gerenciar melhor os recursos da saúde”, diz.
Fonte: Comunica
Quinta-feira, 9 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)
Meu Exame ON já disponibilizou mais de 6 milhões de exames em Porto Velho
Lançado em janeiro de 2025, o sistema tem como objetivo garantir mais agilidade, comodidade e segurança aos usuários, permitindo que os pacientes cons

Edital abre vagas para vivência no SUS em Porto Velho com participação do governo de Rondônia
O governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), é parceiro na realização do Edital nº 01/2026, que abre inscrições para o

Com o objetivo de garantir assistência, acesso e qualidade de vida às pessoas com fissuras labiopalatinas em Rondônia, a Operação Sorriso, em parcer

Grupo Care Plus amplia jornada de cuidado com programa que subsidia medicamentos para beneficiários
O grupo Care Plus, composto pela Care Plus Medicina (maior operadora premium de saúde no Brasil), Care Plus Clinic, Care Plus Odontologia, Care Plus
Quinta-feira, 9 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)