Sexta-feira, 5 de dezembro de 2025 - 08h21

Na quarta-feira, dia 3, assisti uma entrevista do CEO da empresa que foi contrata pelo governo para proceder o mutirão de cirurgias do SUS.
Na oportunidade, o entrevistado relatou que, em menos de 60 dias, foram realizados 1.162 procedimentos cirúrgicos. Esse número, como é óbvio, jamais seria alcançado se não houvesse essa Parceria Público Privada (PPP). Destaque-se que o entrevistador chamou atenção das vantagens que o mutirão trouxe tanto para os pacientes, que tiveram seus problemas resolvidos rapidamente, como para o governo, que economizou com os valores cobrados e com aprovação da população.
Em resumo: o mais grave e desumano problema que este governo precisa resolver, encontrou um caminho, sob todos os aspectos, que é melhor possível, no momento. Mesmo porque, o Euro, tão prometido e que criou tantas expectativas positivas para o setor de saúde, não se tornou realidade, nem se tornará neste governo.
O mutirão, que, enquanto estava sendo realizado melhorou, e muito, a imagem do governador e do secretário de Saúde no ponto mais frágil desta gestão, devido à sua interrupção, poderá causar um efeito adverso à imagem do governo. Isso porque os pacientes, alguns que aguardaram até muitos anos pelo tratamento de suas enfermidades, tiveram uma solução otimizada, segundo foi dito na referida entrevista. Isso significa que, se o mutirão não continuar, o que foi bom torna-se um tiro no pé do governo. Porque os pacientes sentiram que a possibilidade de resolver seus problemas de saúde foi comprovada, por isso, questionarão: parou por quê?
Procurei saber o tal porquê de não prosseguirem com o mutirão, até o momento. Como tenho amigos que trabalham na Sesau, obtive a informação. Ainda não renovaram o contrato porque não pagaram o anterior. Isso mesmo: a empresa contratada assumiu compromissos financeiros com um hospital da cidade e uma grande equipe médica que trabalhou, incansavelmente, para fazer tantas cirurgias em tão pouco tempo, mas não recebeu o contratado. Porém, evidentemente, terá que arcar com esses pagamentos porque o contrato de prestação de serviços foi feito com ela.
Diante disso, fica aqui um veemente apelo ao secretário Jefferson Rocha: dê prioridade ao pagamento do prestador de serviços, e continuidade ao mutirão. Essa é uma chance excelente e barata para melhorar sua imagem e a do governador. E, o que é mais importante, acabar com o sofrimento de tantas pessoas que ainda esperam cirurgia e precisam voltar à normalidade de suas vidas.
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