Segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011 - 12h14
A qualidade da água utilizada nos condomínios de Porto Velho será alvo de fiscalização por parte da prefeitura. O trabalho vai ser realizado por técnicos do departamento de Vigilância Sanitária do Município, através da divisão de Vigilância em Saúde Ambiental (Divisam). Neste mês de fevereiro, os técnicos começaram a cadastrar os condomínios para em seguida iniciar a fiscalização.
O gerente da Vigilância Sanitária Municipal, Ronald Gabriel Passos, explica que paralelamente ao cadastro dos imóveis, os técnicos estarão prestando orientações e notificando os responsáveis pelos condomínios para que cumpram a Portaria 518/2004 do Ministério da Saúde, em seu Artigo 8º. “A lei diz que cabe aos responsáveis pela operação do sistema ou solução alternativa de abastecimento, exercer o controle da qualidade da água”, comentou.
De acordo com Ronald Gabriel, o controle da água nos condomínios deve ser feito a cada três meses, por meio de análises física, química e bacteriológica, da água fornecida aos seus moradores. “Depois de cadastrarmos todos os condomínios, nossa próxima etapa de trabalho será a vigilância, para sabermos se a água consumida nos imóveis é de fato apropriada para consumo humano”, observou.
Análises
No ano de 2010, em Porto Velho, foram coletadas nas pontas de rede do sistema (CAERD), um total de 726 amostras para análise de turbidez e cloro, pelo departamento de Vigilância Sanitária Municipal. Para o parâmetro turbidez (5 unidades de Turbidez) 99,59%, estavam em conformidade com a Portaria 518/2004/MS, e o parâmetro cloro (0,2MG/L), 66,12%. Foram realizadas ainda 155 amostras de água (CAERD e poços) para análise bacteriológica. Dessas, 95 foram na zna Urbana e 60 na Rural. Das amostras coletadas na zona Rural, 47 foram de poços, onde 22 estavam contaminadas com coliformes fecais. Das 63 amostras de água de poços coletadas na zona Urbana, 21 estavam contaminadas.
Segundo Ronald Gabriel, o elevado índice de contaminação nas amostras coletadas em poços é justificado pelos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2000/2001, que divulgou que 90% dos distritos da cidade de Porto Velho não têm rede coletora de esgoto e que isso certamente tem contribuído para a contaminação dos lençóis freáticos da região.
Programa Federal
O controle de qualidade da água em todo o território nacional é feito pelo programa Vigiágua, com respaldo da portaria 518/2004 do Ministério da Saúde (MS). Todas as informações coletadas são enviadas pelo departamento de Vigilância Sanitária ao Siságua – Sistema de Informações da Qualidade da Água (para consumo humano). Desde 2006, a prefeitura de Porto Velho faz parte do Vigiágua, coleta amostras e manda informações para o Governo Federal. As análises bacteriológicas, de turbidez (sujeira) e de cloro são feitas no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacem), no bairro Costa e Silva.
Conforme a bióloga Edilene Pinheiro, chefe da Divisão de Vigilância em Saúde Ambiental do departamento de Vigilância Sanitária Municipal, a água própria para o consumo humano deve apresentar no máximo cinco fragmentos de turbidez e 2,0 de cloro. Ela também informa que a Vigilância Sanitária Municipal dispõe da norma de desinfecção da água, e esta norma é recomendada, inclusive pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
Caso a água analisada não estiver dentro dos padrões para consumo humano, o departamento de Vigilância Sanitária Municipal toma as providências necessárias para que o caso seja revestido, podendo até mesmo acionar o Ministério Público Estadual, se for o caso. “O controle da qualidade da água tem a ver diretamente com a saúde das pessoas, por isso, a Lei Federal nº 11.445, de 05 de janeiro de 2007, restringe a utilização de poços. A lei estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico”, destaca Ronald Gabriel.
Fonte:Augusto José
Foto: Quintela
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