Terça-feira, 10 de janeiro de 2012 - 10h04
Por: Amauri Leal
O ano é novo, mas para os cerca de 5 mil usuários que retiram remédios na Gerência de Medicamentos (de alto custo) da Secretaria de Estado de Saude, órgão do governo do Estado, os antigos problemas permanecem, especialmente a falta de medicamentos para pacientes graves, como cardíacos, transplantados e diabéticos. Esse problema é comum no prédio, que funciona na Av. Calama. A Secretaria de Estado da Saúde, responsável pela aquisição dos produtos, aparentemente não tem controle. Questionada pela reportagem, não soube informar quais medicamentos estão em falta e as causas do desabastecimento. Também preferiu não se manifestar sobre uma possível falha de planejamento.
Ontem, fui procurar o Medicamento (Atorvastatina 20mg – uso contínuo) para Colesterol da minha mãe, não pela primeira vez, já faz quatro meses a falta e voltei para casa sem o medicamento necessário. É o caso do aposentado também Geraldo Dias da Costa, de 66 anos, que toma remédio contra colesterol. “Faz mais de 06 meses que estou sem o remédio. É a décima vez que venho aqui e ouço a mesma resposta: ‘o remédio está em falta, volta semana que vem’”, lamentou. “O pior é que não avisam nada. A gente pega a senha, espera horas na fila e depois é informado que não tem remédio. É uma falta de respeito com a população. Eles agem como se estivessem nos fazendo um favor, o que não é verdade. Pagamos por esse direito desde que começamos a trabalhar.”
De acordo com usuários que esperavam para retirar os remédios, no início da manhã, diversos pacientes foram dispensados com a alegação de falta do medicamento. “Não contei, mas ouvi várias vezes a atendente dizer que não tinha este ou aquele remédio. O meu tem, felizmente, mas já passei pelo problema há algum tempo e sei o quanto é difícil”, disse Rovilson de Souza, preparado para esperar horas até obter o remédio.
Não é de hoje que a medicação de alto custo está em falta na Gerência de Medicamento, Amauri Leal vem publicar matéria sobre o descaso com os pacientes, porque minha mãe precisa também do medicamento, mas até o momento nenhuma providência foi tomada por parte da Secretaria Estadual de Saúde de Rondônia.
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