Quinta-feira, 29 de dezembro de 2011 - 12h10
A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) alerta a população para os riscos da leptospirose, doença infecciosa, que, em 95% dos casos, é adquirida, por contato com água contaminada pela urina do rato. Segundo a diretora do Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental, Rute Bessa, a doença é causada pela bactéria leptospira, que penetra no organismo por meio de pequenos ferimentos na pele. “Sendo a doença mais onipresente no mundo e que tem alta incidência no período chuvoso, quando as alagações em áreas residenciais aumentam as chances de transmissão da doença”. Ainda, segundo ela, uma importante recomendação do Ministério da Saúde é a da avaliação médica para todo indivíduo exposto a enchente que apresente febre, mialgia (dor muscular), cefaléia (dor de cabeça) ou outros sintomas clínicos no período de até 30 dias após contato com lama ou águas de enchente. Bessa lembra que, em certos casos, a leptospirose é uma doença altamente letal por matar 10% a 15% das pessoas infectadas. A Semusa tem divulgado o máximo possível os sinais e sintomas como forma de prevenção da doença
SINAIS E SINTOMAS
Febre alta, fortes dores de cabeça, calafrios, dores musculares, vômitos, dores abdominais e diarréia. É uma doença infecciosa febril de início abrupto, cujo espectro pode variar desde um processo com pousos sintomas aparentes até formas graves, com alta letalidade.
MODO DE TRANSMISSÃO
A infecção humana resulta da exposição direta ou indireta à urina de animais infectados. A penetração do microrganismo ocorre através da pele com presença de lesões, da pele íntegra imersa por longos períodos em água contaminada ou através de mucosas. O contato com água e lama contaminadas demonstra a importância do elo hídrico na transmissão da doença ao homem. Outras modalidades de transmissão possíveis, porém com rara freqüência, são: contato com sangue, tecidos e órgãos de animais infectados, transmissão acidental em laboratórios e ingestão de água ou alimentos contaminados. A transmissão entre humanos é muito rara e de pouca relevância epidemiológica, podendo ocorrer pelo contato com urina, sangue, secreções e tecidos de pessoas infectadas.
PERÍODO DE INCUBAÇÃO
Varia de 1 a 30 dias (média entre 5 e 14 dias).
PROTEÇÃO DA POPULAÇÃO
Orientar e adotar as medidas de prevenção da doença, particularmente antes e durante o período das grandes chuvas. Alertar a população para que evite entrar ou permanecer desnecessariamente em áreas alagadas ou enlameadas sem a devida proteção individual, bem como a adoção das medidas de desinfecção de domicílios após as enchentes. Descartar os alimentos que entraram em contato com águas contaminadas, bem como verificar se o tratamento da água de uso doméstico está adequado.
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Figura 01 – Casos notificados de leptospirose segundo município de residência. Porto Velho, 2007 a 2011*. |
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Fonte: Sinan/Semusa/Porto Velho.
Obs.: 2011: Dados parciais, sujeitos à alteração
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