Segunda-feira, 21 de agosto de 2023 - 15h57

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) levou o Projeto "O Silêncio
dos Homens" para a Associação Cultural e de Desenvolvimento do Apenado e
Egresso (ACUDA) em Porto Velho, ao Presídio Agenor Martins de Carvalho e à
Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), em Ji-Paraná.
A ACUDA desenvolve atividades educativas, oferece atendimentos
assistenciais e terapêuticos para pessoas privadas de liberdade e egressos do
sistema prisional. O Promotor de Justiça Leandro da Costa Gandolfo, que atua na
área da Execução Penal no MPRO, acompanhou as atividades na Associação nesta
segunda-feira (21/8). O projeto se estende por toda a semana no local e deve
ter participação de uma média de 150 pessoas em cumprimento de pena.
“A ACUDA é uma parceira do Ministério Público há mais de 20 anos e os
resultados são excelentes a favor da recuperação de pessoas e no exercício de
evitar que os apenados voltem a delinquir. O objetivo do projeto ”O Silêncio
dos Homens" aqui é mostrar que o homem tem suas fragilidades e há como
lidar com elas", comentou o Promotor de Justiça.

Já na Região do Vale do Jamari a exibição do documentário "O
Silêncio dos Homens" aconteceu no Presídio Agenor Martins de Carvalho e na
APAC. Segundo a Promotora de Justiça Eiko Danieli Vieira Araki, no presídio
após a apresentação do documentário, os detentos participaram de uma roda de
conversa sobre “Paternidades Plurais”, que tratou dos direitos e deveres de
ordem material, social, moral e afetiva que decorrem dos vínculos familiares.
Participaram do evento o Secretário de Justiça de Rondônia, Marcos Rito;
o Gerente Regional da Secretaria de Estado da Justiça (SEJUS), Franciole
Soares; o representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Lucarlo
Carvalho e o diretor-geral da Unidade Prisional, Cleberson Fidelis.
Nas dependências da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados
(APAC), projeto desenvolvido no mesmo presídio, o documentário foi apresentado
a aproximadamente 80 apenados dos regimes semiaberto e fechado.

Faculdade Católica — A mensagem sobre o modelo de masculinidade e suas
novas perspectivas também foram transmitidas ao público acadêmico da Capital.
Na sexta-feira (18/8), integrantes da equipe coordenadora do projeto estiveram
na Faculdade Católica, onde apresentaram o documentário e realizaram debates.
A atividade foi promovida junto às turmas dos cursos de Direito e
Psicologia, sob a condução de integrantes do Comitê de Equidade de Gênero, Raça
e Diversidade, Ana Carla Oliveira (Ministério Público de Rondônia) e Laura
Cristina Anastácio Rodrigues (Tribunal de Justiça de Rondônia). Anfitriões do
evento, os professores Cristiano de Paula e Ediney Costa Souza também
participaram dos trabalhos.
“Precisamos repensar essa rigidez psicológica e emocional exercida, ao
longo de anos, sobre os homens. Padrões de comportamentos que foram sendo
ensinados e que repercutem tão negativamente sobre nossa sociedade”, afirmou
Ana Carla Oliveira, ao estimular uma análise aos presentes sobre o tema.

“O Silêncio dos Homens” — O projeto é realizado pelo Comitê de Equidade
de Gênero, Raça e Diversidade durante todo o mês de agosto. Nas ações, o Ministério
Público intensifica estratégias para gerar reflexões sobre masculinidades e
paternidades, primando pela equidade nos papéis sociais e familiares de gênero.
A produção de “O Silêncio dos Homens” ouviu mais de 40 mil pessoas sobre
o que é ser homem no Brasil. Dados colhidos no documentário evidenciam como o
silenciamento e a falta de abertura emocional provocam problemas em toda a
sociedade. A pesquisa feita pelo Instituto Papo de Homem aponta que, quando
sofrem algum abuso sexual, homens levam em média 20 anos até contarem do caso
para alguém. Apenas 3 em cada 10 homens possuem o hábito de conversar sobre
seus medos e dúvidas com amigos. Isso mostra que eles sofrem, mas passam por
problemas calados. Homens negros e LGBTs sentem muito mais essas violências.
A produção do filme observou que a espiral do silêncio em torno do tema
está na raiz de vários outros problemas sociais, como a violência doméstica,
ausência de mulheres em posições de poder na política e economia, assédio e
encarceramento entre os próprios homens.

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