Terça-feira, 13 de setembro de 2022 - 08h17

A
falta de uma agenda nacional para a Amazônia, desde que o entusiasmo com a
Eco-92 se perdeu em discursos desmentidos e agendas traídas, levou à
permissividade e à prevaricação, desmoralizando o Brasil. O crime avançou por
dentro e apesar do Estado, levando as forças leais à Nação a enfrentar a
ousadia do crime organizado em combates desiguais. As tragédias ambientais são
diárias. A piora no desmatamento e as queimadas continuam crescendo e também
vidas são perdidas.
A
vida, por exemplo, do delegado Roberto Moreira da Silva Filho, da Polícia
Federal, morto por uma bala que consta ser da própria PF, em circunstâncias que
o inquérito vai determinar. A primeira informação é que a bala ricocheteou em
caminhão de ladrões de madeira em área indígena localizada em Aripuanã, no Mato
Grosso, acertando mortalmente o delegado, que aos 35 anos de idade tinha pela
frente uma longa carreira para servir aos interesses nacionais, interrompida
por essa tragédia incomum.
É
triste que agentes da Polícia Federal precisem atirar quando um caminhão de
ladrões de madeira desobedecem à ordem de parar, como parece ter sido esse
caso. É também desafiador imaginar a trajetória absolutamente trágica dessa
bala mortal. Mais uma tragédia humana que se soma às tantas já ocorridas nessa
floresta agredida e perigosa, que precisa urgentemente se tornar protegida para
o bem do Brasil e segura para seus povos.
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Pelo caminho
Impressiona
o número de candidatos ao governo de Rondônia que ficaram pelo caminho na
jornada 2022. O ex-prefeito da capital José Guedes, sem apoio do PSDB, foi
chutado pelo comando tucano. O atual prefeito de Porto Velho Hildon Chaves
(PSDB) desistiu da peleja e decidiu apoiar o atual governador Marcos Rocha
(União Brasil). O ex-governador Ivo Cassol (PP-Rolim de Moura) foi abatido pela
lei da ficha limpa. Agora, Wal Queirós (Agir-Porto Velho) teve seu registro
indeferido. Que outras reviravoltas teremos pela frente? Uma campanha repleta
de idas e vindas.
Perdas e ganhos
Na
semana passada o senador Marcos Rogério (PL-Ji-Paraná) teve perdas e ganhos em
Porto Velho, o maior colégio eleitoral do estado com cerca de 350 mil eleitores.
De um lado se destacou como o melhor candidato em debates, chegando a nocautear
o candidato governista em confronto realizado pela Rede TV. De outro, seu candidato
ao Senado Jayme Bagatolli (PL-Vilhena) foi alvo da maior rejeição entre os candidatos
ao Senado depois de entrevistas desastrosas na capital. Se ele ajuda M. Rogério
no Cone Sul, na capital deveria ser oculto do seu palanque, como Hildon
escondia Expedito na campanha a prefeito da capital.
Os beneficiados
Certamente
alguns adversários serão beneficiados pelo insucesso do fanático bolsonarista
Bagatoli na capital. Facilita a vida de Mariana Carvalho (Progressistas) Expedito
Junior (PSD-Rolim de Moura), Acir Gurgacz (PDT-Ji-Paraná) e Jaqueline Cassol
(PP-Rolim de Moura) com adversário que era considerado temível pela sua
identidade com o presidente Jair Bolsonaro se enrascando no maior colégio eleitoral
do estado. Será difícil Bagatoli compensar no interior as perdas na capital, a
não ser que repita o desempenho nas urnas no pleito passado quando quase tirou
Confúcio do Senado.
O bolsonarismo
O
que os candidatos do bolsonarismo deveriam entender é que Porto Velho não é tão
bolsonarista e tampouco com maioria evangélica como é no interior. Aqui é
preciso dosar mais o fanatismo pelo mito, mesmo porque no caso da disputa ao
governo estadual, teremos previsivelmente um segundo turno e a capital será
decisiva. Por enquanto caminham com largas passadas para o segundo turno o governador
Marcos Rocha e o senador Marcos Rogério (PP-Ji-Paraná), agora o único candidato
do interior em confronto com os postulantes da capital rachada entre Marcos Rocha,
Leo Moraes, Daniel Pereira, Pimenta de Rondônia.
A visibilidade
A
semana será farta em debates e novas rodadas de entrevistas dos candidatos ao
Senado e ao governo nas principais emissoras de rádio e televisão e visitas aos
jornais eletrônicos buscando maior visibilidade. A contagem regressiva do pleito de 2 de
outubro já está correndo e a necessidade faz o sapo pular. Na disputa ao Palácio
Rio Madeira se vê os candidatos ao governo e ao Senado mais mobilizados se
dividindo em realizar caminhadas pelas principais avenidas da capital, como a
Amador dos Ris (Zona Leste), Jatuarana (Zona Sul) e Sete de Setembro (Região
central).
Via Direta
*** Destaco para os leitores
cara-palidas um baita confronto entre os atuais deputados estaduais de Porto
Velho com os vereadores da terrinha. Não bastasse são alvos também de
predadores fortes que estão surgindo em Ji-Paraná *** De qualquer forma
os vereadores aveztruzes de Hildão, na capital terão uma baita peleja com os
deputados vacas de presépio de Rocha. Quem vai levar a melhor, torcida
brasileira? *** Pobre eleitorado, pobre
também nas opções de uma renovação salutar na política rondoniense *** O
toma lá da cá deve continuar ainda por muito tempo com as cotas de indicações,
favorecimentos em negócios e outras coisitas mais tão comuns no cenário
rondoniense *** Caro leitor, diga não
aos políticos ligados ao tráfico de drogas e ao crime organizado. Eles estão
aí, a espreita...
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