Quarta-feira, 4 de agosto de 2021 - 08h49

O
que mais atrapalha as boas intenções dos governantes mais dedicados e dos
oposicionistas mais dispostos a colaborar com boas medidas é a desunião
nacional, que transforma até trivialidades em assuntos dramáticos, enquanto as
prioridades ficam de lado. Quando se perde tempo com urnas e armas, já com legislações
bem resolvidas, que até podem ser discutidas depois que o principal for
resolvido, fica à margem a necessidade de reativar a economia, combater o
desemprego, melhorar a gestão e destramar o cipoal tributário.
Se
o paciente precisa de cirurgia não adianta aplicar esparadrapo. Nos EUA, o
governo, o Congresso e a Justiça abriram caminho para a união nacional que
resultou no entendimento no sentido de aplicar 1 trilhão de dólares em
estradas, ferrovias e outras infraestruturas, além de outros 550 bilhões que no
total vão compor um pacotaço de US$ 3,5 trilhões de dólares que se estende a
combater a piora do clima e a prestar assistência domiciliar a idosos e
crianças.
Para
avançar até o entendimento houve um amplo debate, em que cada parte procurou
entender os argumentos contrários e aparar arestas até chegar a um texto capaz
de receber os votos necessários à aprovação. Não é uma questão de todo
resolvida, mas caminha rapidamente por saber distinguir o que é prioridade do
que é birra, briga e teimosias inúteis e paralisantes. Prioridade é mais
dinheiro no bolso do brasileiro, que a pandemia esvaziou.
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Antigas lideranças
Antigas
lideranças rondonienses estão voltando ao cenário político para as eleições do
ano que vem. São casos do ex-deputado, ex-senador e ex-ministro da Previdência Amir
Lando (Porto Velho), do ex-deputado federal Francisco Sales (Ariquemes), do
ex-prefeito de Guajará Mirim Dedé de Melo, do ex-prefeito de Porto Velho
Carlinhos Camurça, ex-deputado federal por Vilhena Natan Donadon, do
ex-prefeito José Amauri (Jaru) entre tantos outros nomes que já estão correndo
trecho em busca do pódio em 2022. Alguns com boas chances, outros nem tanto.
Melki, o único
Dos
prefeitos rondonienses até hoje, apenas Melki Donadon foi prefeito em duas
cidades diferentes em Rondônia. Administrou Colorado do Oeste e o sucesso da
sua gestão na região da Serra do Touro lhe garantiu prestigio ao transferir seu
domicilio eleitoral para Vilhena nos anos 80, onde cumpriu duas gestões e
elegeu primo, esposa e outros parentes. Ernandes Amorim, prefeito de Ariquemes
tentou conquistar a prefeitura de Porto Velho e não foi bem-sucedido. Lindomar
Garçom, que foi prefeito de Candeias do Jamari tentou duas vezes a prefeitura
da capital – e numa delas era favorito – mas não obteve sucesso.
Ascensão de Lula
Com
o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva já liderando a corrida presidencial
para a eleição 2022, os petistas rondonienses estão entusiasmados e aguardando
a janela das transferências em março do ano que vem que permite a troca-troca
de partidos sem punições da justiça eleitoral. Por orientação do Diretório
Nacional, o PT terá candidatura própria em Rondônia e dois nomes são cogitados:
a ex-senadora Fatima Cleide e o atual dirigente Ramon Cujuí. Se for chapa puro
sangue já que o PT não se entende por aqui com os demais partidos de esquerda,
Fatima ao governo Cujui ao Senado.
Melhor fornada
Assim
como foi na Assembleia Legislativa em 1982, elegendo sua melhor legislatura até
hoje, onde vários deputados estaduais acabaram se tornando governadores e senadores,
também tivemos uma excepcional fornada de prefeitos eleitos na década seguinte,
fazendo história neste estado. Foram os casos dos alcaides Melki Donadon
(Vilhena), Ernandes Amorim (Ariquemes), Valdir Raupp (Rolim de Moura), José
Bianco (Ji-Paraná), Chiquilito Erse em Porto Velho, Divino Cardoso em Cacoal.
Raupp e Bianco também foram governadores.
As dificuldades
Mais
uma vez a esquerda rondoniense não está conseguindo se acertar e com isto
poderá lançar possíveis candidaturas diferentes ao governo estadual no pleito
2022. O problema é que cada partido puxa a brasa para sua sardinha. O PT quer a
primazia de lançar a cabeça de chapa ao governo do estado, o PC do B de Francisco
Pantera idem, o PSOL de Pimenta de Rondônia também tem projeto solo. PSTU e outras
siglas nanicas da esquerda sequer foram ouvidas até agora para composições. Mas
pela eleição de Lulalá a Presidência, o PT pode sacrificar algumas cabeças de
chapa nos estados em 2022.
Via Direta
*** Com a entrada do ex-prefeito Thiago
Flores nas paradas, a peleja pelas cadeiras a Câmara dos Deputados vai ficar mais
renhida no Vale do Jamari *** Na região central, o ex-prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo
Pires segue indefinido sobe as eleições de 2022. Ele aguarda clarear o cenário
político para escolher sua alternativa ***
No Cone Sul Rondoniense vem a destacada dobradinha de Evandro Padovani a
Câmara dos Deputados com Luizinho Goebel a reeleição para Assembleia
Legislativa *** Na Bacia Leiteira já se sabe que o atual prefeito de Ouro Preto
do Oeste Alex Testoni poderá entrar na briga por uma cadeira ao Senado *** O ex-deputado federal Coronel
Crisostomo (PSL-Porto Velho) está
ampliando seus redutos para a região de Ariquemes na tentativa de garantir a reeleição no ano que vem.
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