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Carlos Sperança

Mais que votar + Eleição Suplementar + Guerra de pesquisas + Muitas surpresas


Mais que votar + Eleição Suplementar + Guerra de pesquisas + Muitas surpresas - Gente de Opinião

Mais que votar

O pior que pode acontecer na floresta é a Lei da Selva. Se o crime e a prevaricação prevalecerem nos próximos anos como vêm prejudicado o país há séculos, o Brasil deixará de ser a pátria que salvou o mundo para ser visto mundialmente como o país-pária que permitiu a piora do clima no planeta.

O que cada um, como cidadão, familiar, trabalhador ou dono de empresa e contribuinte pode fazer, se até as autoridades se veem em dificuldades para aplicar as leis? Em primeiro lugar, não ceder à ilusão autoritária, o conceito enganoso de que todos precisam só votar e aguardar que um gênio da lâmpada presente na mobília dos governantes depois de três anos e nove meses de mandato finalmente cumpra o prometido na campanha eleitoral.

O voto a cada quatro anos para trocar o que não funciona hoje por algo que não funcionou antes ou nem se sabe se vai funcionar no futuro é insuficiente. Há tarefas diárias a ser cumpridas por cidadãos, entidades, empresas e movimentos sociais que precisam ir para muito além do voto quatrienal.

Exigir a regulamentação estatal para que as empresas se interessem e assim as políticas de emissão zero se tornem uma ideia-força na sociedade e no conjunto da economia, por exemplo. Pesquisa recente do YouGov encomendada pelo Instituto de Liderança em Sustentabilidade da Universidade de Cambridge (Inglaterra) apontou que essa é a tarefa da hora.

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Eleições 2022

Cerca de 1.200.000 eleitores vão às urnas nestas eleições de domingo, com os principais colégios eleitorais decisivos para a eleição do novo govenador, pela única vaga ao Senado em disputa, das oito cadeiras a Câmara dos Deputados e das 24 cadeiras a Assembleia Legislativa de Rondônia. Pela ordem, Porto Velho, Ji-Paraná, Ariquemes, Cacoal e Vilhena contabilizam os maiores eleitorados, sendo a capital com seus quase 350 mil votantes o principal foco na disputa nestes últimos dias de campanha. Ela conta com quase um terço do eleitorado rondoniense.

Eleição Suplementar

Neste mês de outubro, também teremos uma eleição suplementar para o cargo vago do prefeito cassado em Vilhena, com seus quase 70 mil eleitores. O pleito coloca em evidencia mais uma vez a disputa entre os dois clãs políticos da região. De um lado o clã Donadon, formado desde a década de 80, que já elegeu vários prefeitos da família. De outro lado o clã Goebel que detinha o poder nas mãos desde a eleição do prefeito Eduardo Japonês (PV). Os dois clãs também brigam por cadeiras a Assembleia Legislativa e a Câmara Federal neste 2 de outubro.

 Guerra de pesquisas

Com uma guerra de pesquisas para influenciar o eleitorado nestes últimos dias, com resultados dispares para inflar as intenções de votos de uns e reduzir as chances dos outros, o rondoniense vai as urnas num dos três estados mais bolsonaristas do País. Rondônia, Acre e Roraima devotam a figura do mito na Amazonia, enquanto que os estados mais populosos, do Amazonas e do Pará mostram o presidenciável Lula na frente, a largos passos de distância. Em Rondônia três candidatos bolsonaristas, com dois lulistas disputam duas vagas ao previsível segundo turno. A reta de chegada pode ser empolgante.

Muitas surpresas

Mesmo com alguns atuais deputados estaduais exibindo favoritismo, a Assembleia Legislativa deverá ser foco da maior renovação dos últimos tempos. Muitos deputados cassados – o último é Jair Montes (Avante) que estava bem estruturado para a reeleição – e tantos outros envolvidos em escândalos de propinas e até agora impunes. Por conseguinte, vem aí muitas surpresas, outras não -como Ieda Chaves (UB-Porto Velho) que dá pinta de ser uma das mais votadas – já que vereadores predadores sempre conseguem tomar algumas cadeiras a cada pleito.

Pelo caminho

Na eleição 2022 ao governo do estado, muitos candidatos ficaram pelo caminho. O ex-prefeito de Porto Velho José Guedes (PSDB) foi sabotado pela própria legenda e não conseguiu viabilizar sua postulação. O ex-governador Ivo Cassol (PP-Rolim de Moura) favorito para a disputa renunciou à candidatura com empecilhos na justiça eleitoral. O atual prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB) optou pela desistência formalizando aliança com o governador Marcos Rocha (União Brasil). Na disputa ao Senado a ausência mais marcante é do ex-ministro Amir Lando, barrado no MDB.

Via Direta

*** Numa peleja acirrada nos últimos dias, Mariana Carvalho (PSDB-Porto Velho), Acir Gurgacz (PDT-Ji-Paraná), Expedito Junior (PSD-Rolim de Moura), Jaime Bagatolli (PL-Vilhena) e Jaqueline Cassol (PP-Rolim de Moura) chegam a reta final fazendo as contas para galgar a única cadeira ao Senado *** Se vê uma regionalização das candidaturas. A conta do senador Acir Gurgacz, para se reeleger, por exemplo, é ganhar bem em Ji-Paraná e região e beliscar boas posições em Porto Velho e no Vale do Jamari *** Por sua vez, a conta de Mariana Carvalho é manter a liderança na capital e no Vale do Jamari e de apostar na fragmentação dos votos dos demais candidatos que são do interior *** A conta de Bagatolli é se eleger com o apoio direto do presidente Jair Bolsonaro, o único que teve gravação exclusiva de apoio do mito. Expedito tem seu crédito pelas boas votações ao governo estadual e Jaqueline pelo respaldo do mano Ivo Cassol.  

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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