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Carlos Sperança

Os ataques digitais + Jogando a toalha + MDB despistando + Nosso divisionismo


Os ataques digitais + Jogando a toalha + MDB despistando + Nosso divisionismo - Gente de Opinião

Os ataques digitais

A chamada Deep Web já foi um incômodo que os governos queriam ignorar por não saber como lidar com ela. Com a ascensão de líderes com critérios morais relaxados, eles passaram a recrutar nela quadros para campanhas eleitorais à base da guerrilha digital e fazer negócios (no bom e no mau sentido), seja os de Estado ou de seitas instaladas no poder.

Com a vulgarização na internet, grande parcela dos incluídos digitais já travou algum contato com a Deep Web, seja por sofrer ataques digitais ou se interessar pelo assunto para tirar algum proveito dela, como se precaver contra futuros ataques.

Haveria também uma “Deep Amazônia”, que não toma conhecimento das leis nem respeita governantes, parlamentares e a Justiça? Recentemente, um estudo divulgado pela revista Science abriu um rasgo nessa Amazônia clandestina apontando que até 22% da soja e pelo menos 17% da carne bovina produzidas na Amazônia e no Cerrado e exportadas para a União Europeia podem ter rastros de desmatamento ilegal.

Sob o título “As maçãs podres do agronegócio brasileiro”, o pesquisador mineiro Raoni Rajão revelou, com a participação de pesquisadores de Brasil, Alemanha e EUA, que 2% das propriedades situadas nos biomas mais desmatados do país respondem por 62% do desmatamento ilegal. No fundo, não há de fato uma Deep Amazônia, mas uma profunda prevaricação.

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Jogando a toalha

Eram dois possíveis candidatos ao governo do estado, mas já jogaram a toalha. Expedito Junior (PSDB) vai pelejar a cadeira ao Senado, o deputado federal Lucio Mosquini (MDB), inviabilizado pelo clamor das bases que clama por Confúcio Moura, deve buscar a reeleição e no mandato de presidência do partido reunificar a legenda rachada desde a convenção numa disputa do atual comando com a Ala Raupp ocorrida nas convenções estaduais com troca de tabefes e pisões entre os convencionais presentes.

MDB despistando

Para o MDB rondoniense não interessa antecipar a corrida sucessória estadual. Precisa de tempo para se recuperar das fraturas expostas na legenda e por este motivo o lançamento de Confúcio Moura ao governo será adiado, mesmo porque o ex-governador só gosta de decidir as coisas aos 45 minutos do segundo tempo, como se sabe. A estratégia foi bem-sucedida em disputas anteriores.

Graves prejuízos

A antecipação a eleição 2022 não interessa nem ao governador Marcos Rocha, tampouco ao prefeito de Porto Velho Hildon Chaves e muito menos a população de Porto Velho. Primeiramente porque ambos começarão a levar pedradas dos concorrentes antes do tempo, segundo porque as diferenças políticas entre ambos vão prejudicar ações na saúde (combate ao coronavirus), infraestrutura e outros setores. Por último, obras que precisam de parcerias para avançar, como a nova rodoviária, ficam fora da pauta dos mandatários.

Nosso divisionismo

Recentemente ao enfocar a situação da saúde em Porto Velho, o Sindicato dos Médicos alertou que o governador Marcos Rocha e o prefeito HIldon Chaves remam em direções opostas.  Na verdade, o divisionismo político local é uma maldição rondoniense que vem desde os idos do território. Com tantas etnias envolvidas na construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré – seriam mais de 50 – que deram início a colonização, não deu outra: cada clã puxa a brasa para sua sardinha e até eleição de sindico dá confusão na nossa amada cidade.

A recuperação

Três estradas importantes no contexto do município de Porto Velho estão necessitando de reparos com urgência, e como sempre temos o jogo de empurra entre as pastas municipais e estaduais. São a Estrada da Penal, que liga Porto Velho a São Carlos, passando por Aliança, a Estrada do Belmont importante ligação para região produtora e a Estrada dos Periquitos. Com o inverno rigoroso as vias de escoamento são prejudicadas pelos atoleiros, principalmente na estrada da Penal com os caminhões de soja para o porto Amaggi.

Via Direta

***Na economia rondoniense só boas notícias: a boa produtividade da soja e do arroz constatada pelo IBGE, a grande performance das exportações da carne e derivados *** Com isto, o secretário da Fazenda Luís Fernando garante a rapadura: o estado está pronto para enfrentar os solavancos provocados pelo coronavirus  *** Aumentaram os crimes de execução em Porto Velho e dos assaltos em saidinhas de banco *** Geralmente os crimes são praticados com motos, tendo piloto e carona. Todo cuidado é pouco *** Com o coronavid se complicando em Rondônia, até os drogados, bebuns e mendigos estão evitando aglomerações *** Acostumados a se tratar em hospitais  mais requintados de São Paulo, Brasília e Campinas os riquinhos de Rondônia agora se veem obrigados a ficar na fila de espera devido a demanda *** Faltam vagas nos grandes centros para tratamentos mais especializados. 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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