Segunda-feira, 15 de abril de 2019 - 12h36

Para os povos amazônicos, a vinda
à região do ministro da Justiça, Sergio Moro, é tão importante quanto à dos
ministros da área econômica, sobretudo depois da decepção da bancada amazonense
revelada no improdutivo contato com o presidente Jair Bolsonaro.
Ficou claro que há vários
ministérios com problemas, seja por embaraços pessoais ou bate-cabeças e
conflitos entre as alas militar, olavista e religiosa. Entende-se, assim, porque
a assessoria do presidente não consegue deixá-lo bem inteirado das demandas das
regiões que visita. Claro também que há ministros de alta capacidade, goste-se
ou não deles e de suas medidas. Ninguém nega as qualidades técnicas dos
ministros da Economia e da Infraestrutura, e não há nome de maior respaldo que
o ex-juiz Sergio Moro, celebrizado na Operação Lava Jato.
Contra si, entretanto, Moro tem um
mar de cobranças. Todos, do presidente aos cidadãos do mais remoto grotão,
esperam soluções rápidas e eficazes para problemas complexos construídos
secularmente: a violência causada pela desigualdade, à insegurança que
acompanha as crises, o explosivo sistema prisional, o avanço do crime organizado
e as milícias que agem ilegalmente a pretexto de suprir as deficiências do
aparelho estatal.
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A conspiração
Ainda tinha dúvidas de que o vice
governador Jodan conspirava contra o titular Marcos Rocha, mas nos bastidores é
o que se comenta. O vice busca criar um clima de terror no funcionalismo e na
classe política afirmando que o estado esta inviável, no entanto se ele assumisse
a coisa mudaria de figura? Jodan é destrutivo como um rinoceronte numa loja de
cristais.
Asas quebradas
O ex-governador Daniel Pereira
estava procurando uma sigla política para chamar de sua e disputar a prefeitura
de P. Velho em 2010, quando lhe armaram uma arapuca das boas e com suas asas
acertadas em pleno vôo. Sobre sua “prisão”, fala-se que foi missa encomendada –
estou convencido disto também - e não só trapalhada da Polícia Civil. Ordens
superiores?
Mais prejudicados
A população ribeirinha das localidades
interioranas dos municípios de Porto Velho a Guajará Mirim, e os municípios do
Vale do Jamari, principamente as regiões de Machadinho do Oeste e Burits foram
os lugarejos mais prejudicados neste inverno amazônico. Graves prejuizos provocados
pelo isolamento e com a queda na produção agricola.
Arapongagem
Gravações com modernas
aparelhagens via satélite estariam flagrando ligações de políticos, empresários
e propineiros em geral aqui na capital. Por conta disto, alguns pedidos de
impeachments foram água abaixo contra mandatarios municipais e estaduais e os “negócios”
– de agulha avião – retraídos. E a vinda de Moro deixou tudo mundo com as orelhas
em pé: os coruptos deram um tempo...
Os confrontos
Com mais de um terço dos seus 350
mil eleitores dentro de um segmento jovem na capital, as lideranças locais como
Leo Moraes (Podemos), Mariana Carvalho (PSDB) e Vinicius Miguel (Novo) tem tudo
para seguir em frente nas próximas jornadas levando vantagem nos confrontos com
nomes mais cascudos que começaram a entrar em declinio. Em 2020 isto será bem
visivel.
Via Direta
*** No encerramento da Marcha dos Municípios em Brasilia, os alcaides
rondonienses contabilizaram acordos vantajosos com o Palácio do Planalto *** Muitas promessas, no entanto, dependem da reforma
da previdência ainda não aprovada no Congresso Nacional *** No Senado, Confúcio Moura relatou a triste
situação da população ribeirinha em Rondônia *** Passam os anos, e os
ribeirinhos continuam relegados e padecendo, principalmente com a saúde
pública.
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