Quarta-feira, 6 de janeiro de 2010 - 10h49
No inicio do ano o sr. Governador Ivo Cassol foi as emissoras de rádios e televisão, aos jornais e sites chapa-brancas para afirmar que 90 por cento da oposição é irresponsável. E como ninguém nega, comenta ou desmente esta afirmação, periga a coisa fica por isso mesmo.
Ivo realmente tem predicados para ser um bom humorista. Para inicio de conversa, a que oposição ele se refere? Ele varreu a oposição rondoniense nas eleições de 2006, quando se reelegeu, levou nas costas o senador Expedito Júnior e fez uma verdadeira limpeza nos deputados corruptos da Assembléia Legislativa. Como uma enorme sucuri, asfixiou e engoliu os oposicionistas com farofa. Espaçoso e esturrando como uma onça do pantanal rondoniense, ele não dá mole para os oposicionistas.
A grande verdade é que não tem oposição em Rondônia. E o que restou dela não tem revelado competência para causar problemas ao nosso mandatário. A imprensa esta domesticada – mais de 90 por cento dela – os partidos são omissos e não se oposicionam, a classe empresarial agregada, na Assembléia Legislativa seu governo tem ampla maioria.
É certo que algumas entidades se posicionam quando em fatos relevantes como a OAB e a CNBB e tem político decente que faz oposição honesta como o prefeito de Ariquemes Confúcio Moura, do PMDB. Até mesmo os sindicatos do funcionalismo, por defenderem os direitos dos seus associados, de quando em quando, vão as ruas para protestar, mas por bandeiras pontuais relativas a salários. Oposição mesmo, como nos tempos de Jerônimo Santana e Tomás Correia nos idos de Teixeira, não existe. Esta apagada, empalidecida.
Ivo é um chorão, como Felipão. Mesmo por cima da carne seca reclama. Ora, nada de braçadas em Rondônia desde que escapou da cilada do impeachment ainda na gestão passada. Até para cassá-lo, é uma dificuldade tremenda e, mesmo sendo cassado, já está com sua campanha ao Senado mais do que pavimentada.
No entanto é preciso reconhecer que de vez em quando a oposição em Rondônia age mesmo irresponsavelmente. Mas não é o caso dos 90 por cento apontados pelo mandarim rondoniense.
Lembro que nos idos de Teixeirão quiseram atribuir culpa ao governador no episódio do assassinato do líder comunitário Agenor Martins de Carvalho. Na primeira gestão de Cassol também aprontaram com ele: teve quem insinuasse que o governador estaria envolvido no crime praticado contra Apoena Meireles. Em ambos, casos, foi tiro no pé da oposição, apelação suja.
Fonte: Carlos Sperança - csperanca@enter-net.com.br
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