Sexta-feira, 11 de outubro de 2013 - 20h52
Por Carlos Sperança
O deputado federal Amir Lando (PMDB-RO) defendeu ontem uma completa revisão nas compensações das Usinas de Jirau e Santo Antonio erguidas no Rio Madeira causando efeitos colaterais no município de Porto Velho. “Muita gente se aproveitou nos últimos anos puxando a brasa para a própria sardinha, deixando a cidade de lado e as conseqüências estão sendo sentidas até hoje com todas as demandas sociais criadas”.
Lando que foi deputado estadual constituinte, senador por duas vezes e ministro da Previdência – foi o primeiro ministro rondoniense - explicou que tem várias bandeiras definidas para seu mandato e já esta trabalhando nestas metas. Entre elas são a agilização da transposição dos servidores, a restauração da BR- 364, a PEC do Soldado da Borracha, a revitalização da Unir e a pavimentação de um novo corredor de transportes para a produção de grãos no Cone Sul do estado, que ele designou de “estrada da produção”.
Aos 69 anos de idade, Amir Lando, que é catarinense de Piratuba, reside em Rondônia desde a década de 1970, protagonizando momentos importantes da história do País, como na cassação do ex-presidente Collor de Melo. “Hoje muita gente não se lembra ou não sabe deste episódio, como os mais jovens, mas foi uma das grandes transformações ocorridas no País”, lembra.
Sobre o futuro do PMDB, Lando espera a definição do candidato ao governo – é uma situação ainda não resolvida no partido – e já trabalha na sua reeleição. Meio constrangido pelas circunstâncias em que assumiu, substituindo o deputado Natan Donadon, preso na penitenciária da Papuda em Brasília, ele ressaltou que será importante honrar os compromissos com o Cone Sul rondoniense (a região de Vilhena) que ficou sem representante, com recursos de emendas parlamentares, mas estará à disposição de todos os prefeitos no seu gabinete. Em Porto Velho, já alocou verbas para a construção de duas creches na periferia.
Amir cobra mais ações governamentais e disse que estará vigilante, “pois temos ainda grandes gargalos nos municípios para serem vencidos nos próximos anos. Um deles, é a necessidade premente de passarelas e passagens de níveis em todas as cidades cortadas pela BR 364. Tem morrido muita gente ao longod a rodovia, e é uma situação bem preocupante”
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