Segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019 - 14h00

A insinuação de que o governo
Bolsonaro pretenderia espionar o Sínodo da Amazônia trouxe de volta uma
expressão caída em desuso após a Constituição de 1988: arapongagem. Para os nascidos naquela época, que vivem em espaços urbanos sem jamais ter
ouvido o estridente som do pássaro araponga, a ave é tão desconhecida quanto a
antiga espionagem calcada na paranoia do inimigo interno, cooptando dedos-duros
ou infiltrando agentes secretos em movimentos populares.
A ave, especificamente, figura com
destaque na obra Amazônia exótica:
Curiosidades da floresta, da biblioteconomista Olímpia Reis Resque. A leitura
agradará a quem ama a região ou quer conhecê-la melhor. A arapongagem, na
verdade, não tem origem na ave estridente, mas em personagem de uma telenovela
de 1990, escrita por Dias Gomes.
Nela, o desastrado agente
Catanduva, codinome Araponga, sonha
com a volta da polícia política da ditadura o SNI, extinto por não fazer
sentido em uma sociedade democrática. Hoje, as redes sociais estão repletas de
informações que sequer milhares de agentes secretos seriam capazes de obter com
a mesma rapidez. Nenhum Araponga
daquela época teria acesso às conversas entre Bolsonaro e Bibianno.
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È guerra!
Com o movimento lojista fraquejando
nos últimos anos, os comerciantes da Avenida Sete de Setembro em Porto Velho
entraram em guerra com os camelôs que tomaram conta das praças e das calçadas.
Na verdade todo mundo padece com os efeitos da crise e da cheia de 2014 e, além
disto, os ambulantes até agora não ganharam o prometido camelódromo. Situação
dificil de resolver.
Incra omisso
A direção do Incra respondeu a denuncia
da Faperon dando conta que quase 30 mil processos de regularização fundiária estão
emperrados jogando a responsabilidade da omissão para o Programa Terra Legal.
Na verdade a incompetencia deve ser repartida já que nos últimos 10 anos em
Rondônia foram emetidos menos de dez mil titulos de propriedade ante uma
demanda de mais de 50 mil.
Cargos federais
Os deputados federais derrotados
nas eleições de 2018 se arrumam como podem. Luiz Claudio (PR) será secretário da
Agricultura na gestão Hildon Chaves (PSDB), Lindomar Garçon (PRB) coordenador
de projetos para a captação de recursos em Brasilia, Marinha Raupp (MDB) se
abrigou numa assesoria parlamentar no Senado. Nilton Capixaba (PTB) ainda esta na peleja por uma boquinha.
Barrados no baile
Também na Assembléia Legislativa,
os deputados estaduais que foram derrotados, aos poucos vão se arrumando. Já se
sabe que Cleiton Roque (Pimenta Bueno), Jesuino Boraib (Porto Velho), Ezequiel
Junior (Machadinho) e Só na Bença (Pimenta Bueno) buscam alinhamento com
compadres. Quem não conseguir na ALE vai bater nas portas de Hildon e Expedito
na prefeitura de Porto Velho.
Ações sociais
Com ações sociais nos bairros, alguns
vereadores e deputados da capital vêm se destacando, prestandos serviços
grautios a população desde saúde até recreação, como é o caso da à reprentante
evangélica Joelna Holder, que neste ano já depachou em bairros da Zona Leste, e
seguiu no final de semana no populoso Jardim Santana, carente de beneficios do
setor público nas esferas municipal e estadual.
Via Direta
*** Políticos cascudos como Romero Jucá (RR) e Aécio Neves (Minas)
teriam faturado mais do que os políticos locais com a construção das usinas
hidreléricas de Jirau e Santo Antonio ***
Pelo menos é o que foi constatado em
tantos processos relacionados a “doações” de campanha nos últimos anos pelas
empreiteiras *** Com o carnaval já
bombando as atividades políticas começam a se retrair nesta semana *** Os
políticos acorrerem as suas bases eleitorais aproveitando as Folias de
Momo.
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