Domingo, 30 de maio de 2010 - 07h42
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| Bolivianos transformam a BR-364 na maior rodovia transcocaineira do país |
Os cartéis bolivianos da cocaína transformaram nos últimos anos a rodovia-364, que corta todo o território rondoniense, na maior estrada transcocaineira do país. Pela rodovia, também é escoada a droga que vem pela fronteira acreana, cortando todo o território rondoniense, num trecho superior a 1000 quilômetros, até a fronteira com o estado do Mato Grosso, outro estado que mantém divisas com os bolivianos.
A partir de Guajará Mirim, em Rondônia, na última década centenas e centenas de cocaína foram apreendidas ao longo da rodovia 364, que é a espinha dorsal do estado. Como conseqüência do estado ter se transformando num verdadeiro quintal dos narcotraficantes, a criminalidade estourou nas principais cidades cortadas pela estrada, como Porto Velho, Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena.
Os próprios delegados têm afirmado que em Porto Velho quase 70 por cento da criminalidade tem como origem as drogas. Os presídios rondonienses e acreanos estão superlotados de traficantes presos nos últimos anos.
O que se vê é que ex-governador de São Paulo José Serra, pré-candidato tucano a presidência da Republica tem toda razão em mexer na ferida e cobrar mais atitude da Bolívia no combate a produção e exportação da droga naquele país. Aliás, o próprio governo brasileiro também precisa ser mais cobrado, já que as fronteiras rondonienses e acreanas estão escancararas para o narcotráfico.
E o estado de Rondônia, com uma fronteira de mais de 1000 quilômetros com o país comandado pelo cocalero Evo Morales é o que mais sofre na pele com as consequencias das omissões dos relapsos vizinhos. O crak, produzido a partir da borra da pasta básica da cocaína, por exemplo, esta tomando conta até das comunidades ribeirinhas, como já foi constatado nas comunidades de São Carlos e Calama.
Os cartéis bolivianos, peruanos e colombianos também tem usado as estradas secundárias do Acre e Rondônia no transporte da droga, no entanto a maior parte do escoamento, acaba ocorrendo pela rodovia- 364.
O certo é que não tem como dar certo o anunciado Plano Nacional de Combate ao Crak, sem apertar os vizinhos boliviano e peruanos, para fazerem a parte deles. Tampouco as autoridades de segurança de Rondônia serão bem sucedidas no combate a violência, sem que o governo federal atue com mais rigor nas fronteiras, ao invés de colocar panos quentes com os vizinhos, como tem feito o presidente Lula, a presidenciável Dilma Roussef e o deputado federal Eduardo Valverde, governadoravel em Rondônia, que – pasmem! - estão defendendo Evo Morales da cobrança de José Serra. Não é coisa de lesa Pátria?
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