Quarta-feira, 25 de abril de 2012 - 07h36
Em 2004, quando disputou a Prefeitura de Porto Velho pela primeira vez o então sindicalista Roberto Sobrinho (PT) era um político do baixo clero, com densidade de votos semelhante a de um inspetor de quarteirão. Nem ao cargo de vereador tinha conseguido se eleger nas suas inglórias tentativas..jpg)
As pesquisas eram claras naquele ano, na sua largada inicial para o pleito: o veterano Mauro Nazif, com 68 por cento de intenções de votos e, ele, o desacreditado Roberto Sobrinho, que se sagraria vitorioso mais, tarde, com magérrimo um por cento.
Na esteira da popularidade de Lula, de uma militância aguerrida e do voto de protesto contra a aliança celebrada entre Mauro Nazif com o então prefeito Carlinhos Camurça, Roberto Sobrinho embalou o pé, faturou a eleição, fez uma boa gestão e logrou a reeleição em turno único em 2008. E se tivesse mais reeleição, emplacaria mais um mandato já que tem redutos sólidos nos maiores eixos operários – as zonas leste e sul – onde está concentrada a grande maioria do eleitorado da capital.
O fenômeno Roberto Sobrinho, que saiu do nada para se eleger prefeito não é uma novidade em Rondônia. Ex- Governadores como Oswaldo Piana, Valdir Raupp, José Bianco e Ivo Cassol também não eram favoritos quando disputaram o governo pela primeira vez e viraram o jogo. O mesmo aconteceu com o atual governador Confúcio Moura, que patinava no terceiro lugar das pesquisas até 40 dias antes das eleições de 2012.
Com tantas zebras nas pelejas ao governo do estado e na prefeitura da capital, dezenas de políticos – alguns quase desconhecidos - estão se lançando à aventura de disputar a prefeitura da capital. Alegam que a eleição esta em aberto e que todo mundo tem chances iguais.
Assim sendo personagens quase anônimas como Walni Cavalheiro, pré-candidato do PMDB que não se elegeu nem a vereador em Ji-Paraná na década passada, acredita piamente que será prefeito da capital e já projeta alianças.
Nomes de baixa densidade eleitoral como os vereadores Marcelo Reis, Mariana Carvalho e Bosco da Federal também pensam em entrar na peleja.
Postulantes do baixo clero da política local proliferam e só tem aumentado. Alguns em ascensão, outros atentos às oportunidades e inspirados na vitória fenomenal de Roberto Sobrinho na década passada.
Sexta-feira, 3 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)
Na Assembleia Legislativa de Rondônia as projeções indicam uma grande renovação de deputados
Nacionalismo fingidoA nova corrente do nacionalismo à brasileira é bater no peito e dizer que as terras raras são nossas, como o petróleo era anunc

Apoio de Rocha, protagonistas fora e grande expectativa e queimando a largada?
Buscando respostasA considerar verdadeira a tese do meteorologista Edward Lorenz de que “o bater de asas de uma borboleta no Brasil pode provocar u

Pé na estrada, a lei antifacção, federais de peso e janela partidária
As terras amazônicas Pero Vaz de Caminha jamais escreveu a famosa frase de que no Brasil “em se plantando tudo dá”, mas elogiou nossa terra

Histórico arrasador, articulações da classe política e as outras mudanças
Curto e finoCom as estripulias custosas e sangrentas do presidente Donald Trump que culminaram no incompreensível (e ineficaz) ataque ao Irã ficou i
Sexta-feira, 3 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)