Terça-feira, 31 de julho de 2018 - 20h30
A jabuticaba política
Fruto que se supõe só existir no Brasil, o MDB é uma espécie de jabuticaba. É no mundo único partido grande que governa em todas as coalizões há mais de 30 anos e nunca venceu uma só eleição presidencial.
Conseguiu entrar em acordo com a ditadura, que o criou e lhe passou o bastão do poder, mas nunca pôde estabelecer um acordo eleitoral direto com o povo para governar nação. Mesmo assim sempre esteve no governo, indo para a cabeça duas vezes e sempre em situações excepcionais: na eleição indireta de Tancredo e no impeachment de Dilma.
A dramática e tensa convenção estadual do MDB em Rondônia talvez tenha apresentado um desfecho modelar para diversos outros estados e também para a difícil homologação de seu candidato presidencial, Henrique Meirelles.
Quando o governo Temer se encerrar, a jabuticaba do MDB terá em seu passivo dois presidentes mais impopulares da história e a possibilidade de constituir uma nova bancada amorfa e sem um projeto nacional. A “ponte para o futuro” acabou virando uma “pinguela para o passado”.
No entanto, poderá mais uma vez ser o fiel da balança da próxima coalizão: o MDB é a matéria-prima do Centrão, uma jabuticabeira de direita com um discurso de “quase esquerda”.
A indefinição
Mesmo com as convenções realizadas na maioria dos partidos importantes, ainda não temos uma definição de vices para a maioria dos candidatos majoritários. Todo mundo catimbando. E o MDB ainda espera um acordo com os tucanos de Expedito Junior e os Democratas de Marcos Rogério, que terão convenção neste final de semana
As especulações
O grande problema dos partidos ainda é a composição das nominatas para a Câmara dos Deputados. O MDB segue buscando reforços entre seus quadros e nas suas alianças para ajustar a reeleição de Marinha Raupp (Rolim) e Lucio Mosquini (Ouro Preto). O problema é engabelar gente para entrar na peleja apenas para servir de escada dos dois medalhões.
Mesmo dilema
O mesmo dilema para reformar sua nominata para a Câmara dos Deputados é encontrado pelo governadoravel tucano Expedito Junior, que só tem Mariana Carvalho (PSDB) e Expedito Neto (PSD) como nomes de ponteira. É essencial para os partidos eleger deputados federais já que deste número será definido a partilha do fundo partidário já no ano que vem.
Está sobrando

Já na aliança PDT/PSB/SD/PTB/PP/PR, sobram candidaturas de peso. Além
dos atuais deputados Nilton Capixaba (PTB), Luis Claudio (PR),
proliferam nomes de estatura, como do ex-prefeito Mauro Nazif (PSB),
Jaqueline Cassol (PP), Amir Lando (PSB), Jidaias Tziu (Ariquemes),
Silvia Cristina (Ji-Paraná), o ex-prefeito Melki Donadon (Vilhena),
entre outros.
Grupo da Morte

Apesar da desgraceira toda
na sua convenção, o MDB tem ainda alguma coisa a comemorar. Tem a
nominata mais forte a Assembléia Legislativa, que conta com 5 deputados
estaduais e mais as candidaturas de Willians Pimentel, Joelna Houden e
Zequinha Araujo (Porto Velho). A nominata foi batizada do “Grupo da
Morte”, diante da ameaça de pelo menos 3 deputados estaduais não se
reeleger.
Via Direta
*** Depois da convenção bem
sucedida no domingo, o governadoravel Acir Gurgacz (PDT) cumpriu agenda
na segunda-feira na região de Ji-Paraná *** Já, o MDB de Valdir Raupp e
Maurão busca juntar os cacos do racha do partido exteriorizada em plena
convenção do partido no sábado *** Dois ex-presidentes da Assembléia
Legislativa de Rondônia curtem férias prolongadas num presídio na
capital *** Um deles, hoje é um zeloso chefe das hortas da
penitenciária. É coisa de louco!
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