Quarta-feira, 19 de junho de 2019 - 12h31

Era fácil prever que um projeto
ainda impreciso, sem nome certo e com referência estrangeira (“Plano Dubai”) iria
suscitar aceso debate e em meio à polarização irracional causar uma chuva de
ataques. A rigor, há dois grandes planos já esboçados para a Amazônia (“Dubai”
e Rio Branco), em discussão e sem prazo para começar. Mas há um em acelerado
andamento há séculos: o “Plano Roubai” – a pilhagem da biodiversidade.
Enquanto não for definido um
projeto, capaz de sair rapidamente da prancheta dos tecnocratas para a
realidade, e o “Plano Roubai” não for castigado como se deve, será difícil
encontrar um equilíbrio. O equilíbrio entre a preservação necessária, a
exploração racional dos recursos naturais, melhor vida para os povos da
floresta e socorro à economia nacional.
Por ora, com a fiscalização precarizada
por falta de pessoal e estrutura no
máximo se apanha algum ratinho mateiro enquanto aves predadoras levam minérios
via área. Árvores tombam, minérios evaporam , prevalecendo o injusto e o
ilegal.
Com esse desastre, não é surpresa
que faltem recursos para investimentos por parte da União, estados e
municípios. É o futuro indo para o ralo. Como a cor do gato, não importa o nome
do plano: só é preciso que funcione.
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Nosso turismo
Apesar de todos os esforços das
últimas administrações estaduais de Rondônia o turismo não consegue deslanchar
nestas bandas. Recente levantamento demonstra claramente a preferencia dos
turistas internacionais – americanos, japoneses, europeus, árabes etc - ao
Amazonas, Acre e Amapá. O que estará faltando? Infra-estrutura? Divulgação?
Criatividade?
A Pantazonia
Rondônia tem uma das regiões mais
singulares do planeta, conjugando a diversidade do pantanal matogrossense com
suas onças, araras e jacarés com o bioma
da Amazônia e suas peculiaridades, mais
os bufá-los do Marajó, que se juntam no
exuberante Vale do Guaporé. É a nossa Pantazonia que não é bem explorada
turisticamente pelos municípios daquela região, tampouco pelas autoridades
estaduais.
Decisão polêmica
Restará aos quatro candidatos a
prefeitos em Candeias do Jamari, que terá eleição suplementar em 7 de julho,
propagar suas propostas por tambores e sinais de fumaça (além é claro, das
redes sociais). Ocorre que o TRE não autorizou aos postulantes o uso do horário gratuito nas emissoras de rádio e
televisão. Uma decisão polêmica, pois embora chato, o espaço é importante para
esclarecer o eleitorado.
Vacas de presépio
Aumenta os rebanhos das chamadas
“vacas de presépio”, alcunha destinada aos políticos subservientes. Por aqui se
vai de extremos, ou se aplica pedidos de impeachment aos prefeitos e ao
governador (para depois correr e negociar o voto...), ou se lustra as botas com
esmero dos mandatários. Era preciso mais equilíbrio, pelo menos para disfarçar
a cirandinha do dia a dia.
Ainda patinando
Enquanto alguns segmentos da economia começam
a reagir em Porto Velho, como a venda de motos e de gêneros alimentícios nos
supermercados, o ramo imobiliário ainda patina. No entanto, com o estoques de
imoveis novos acabando, novos arranhas-céus estão em fase de construção, mostrando
que as empreiteiras estão otimistas com o mercado mais adiante. Planeja-se uma
retomada no próximo ano.
Via Direta
*** A
patrulha escolar tem que apertar os traficantes que estão a cada ano mais
próximos dos estabelecimentos de ensino na capital rondoniense *** Outro
problema grave é relacionado às armas. Os estudantes estão se armando até os
dentes e resolvendo pendencias a balas ***
O Congresso estuda a implantação de estações de transbordos de grãos nas
hidrovias da Amazônia *** Segue o problema do transporte escolar, que virou
uma novela sem fim em Porto Velho.
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