Porto Velho (RO) quarta-feira, 3 de junho de 2020
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Gente de Opinião

Reinaldo dos Anjos

Fisioterapia hoje


 

Caros leitores, exatamente um mês após minha última atualização, lhes digo que a Fisioterapia em Porto Velho-RO, dentro desses trinta dias, foi tão movimentada no âmbito das políticas de classe, quanto minha coluna no Gente de Opinião. Ainda em Setembro de 2010, a Fisioterapeuta Aílza Medeiros deu início a uma série de discussões de conteúdo político social junto a grandes representantes da classe, principalmente do setor privado, de Porto Velho. O foco era reavaliar a relação entre o setor privado da Fisioterapia e os convênios de saúde, os quais utilizam uma tabela absolutamente desatualizada (algumas de 1992) como base para repasse dos honorários do Fisioterapeuta de acordo com o procedimento realizado.

 

O MOTIVO DA DISCUSSÃO

Boa parcela da população tem acesso aos convênios de saúde, pagam caro, e exigem que ele seja aceito nas clínicas de Fisioterapia do Estado. O problema é que a realidade, seja no âmbito social ou econômico, da década de noventa em nada se assemelha à da atualidade. Aliás, a mensalidade dos convênios que os usuários devem pagar atualmente, é BEM diferente daquela que o mesmo pagava há quase vinte anos. É aí que surge a pergunta: Por qual motivo os profissionais que cuidam da recuperação do usuário, promovem sua saúde e a mantém, devem receber o mesmo que há quase vinte anos? O valor da mensalidade do seu plano de saúde aumenta todos os anos. Ou não?

FISIOTERAPIA EM “MOVIMENTO”

Foi ensaiado um movimento desses grandes nomes da Fisioterapia em prol da reavaliação desses valores repassados para os profissionais pelos convênios de saúde. Reuniões foram marcadas, realizadas, discutiram-se valores, reajustes necessários para que uma clínica pudesse se manter, pagar seus custos operacionais, seus altíssimos impostos e pagar seus funcionários dignamente. No auge das discussões, sentimentos de revolta e apreensão foram manifestados, assim como uma vontade de fazer o correto, exacerbadamente, cresceu no íntimo de cada profissional que participou das conversas. Foi nesta época que a Dra Ailza Medeiros teve que fazer uma viagem para certificação internacional nos EUA. Resultado: Tudo Parou!

QUANDO SERÁ?

Que os fisioterapeutas de influência nesta cidade perderão as amarras, vencerão a inércia e sairão da zona de “desconforto” em que se encontram? Com referência a essa calmaria que acomete a todos estes profissionais, digo que se eles estão calmos enquanto alguns já perderam a cabeça, é porque ainda não entenderam a gravidade da situação. Agradeço imensamente à Dra Aílza, contudo não podemos depender de uma pessoa apenas, quando somos uma classe que tem um poder extremo nas mãos: O poder de proporcionar saúde, de recuperar movimentos, de aliviar a dor, de trazer de volta a vida de pessoas que precisam e merecem tais benefícios.

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Fonte: Reinaldo dos Anjos - [email protected]
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