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Economia

Confiança dos empresários do comércio diminui por conta dos juros altos e novos custos regionais

Em Rondônia, pedágio na BR-364 entra no radar de preocupações


Confiança dos empresários do comércio diminui por conta dos juros altos e novos custos regionais - Gente de Opinião

O setor varejista brasileiro iniciou 2026 em um cenário de cautela e desafios estruturais. Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), divulgado pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), a percepção sobre as condições atuais da economia despencou 8,1% na comparação anual.

O principal vilão apontado pelo setor é o regime monetário restritivo: as taxas de juros elevadas continuam a encarecer o crédito, dificultando o consumo de bens de maior valor e elevando a inadimplência das famílias.

O Peso do Crédito no Planejamento

Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, o ciclo de endividamento cria um efeito dominó que atinge desde o poder de compra do trabalhador até o planejamento de investimentos das empresas. “Precisamos de um esforço para reduzir os juros e devolver o poder de compra, permitindo que o país avance em 2026 em meio à nova reforma tributária e ao calendário eleitoral”, avalia Tadros.

Particularidades de Rondônia: O “Custo Brasil” na Estrada

No cenário regional, o otimismo em Rondônia sofreu um revés. Embora o estado e a região Norte apresentem, historicamente, índices de confiança mais elevados que a média nacional, o Icec local registrou queda de 1,5%.

Dois fatores principais explicam essa retração: o endividamento da população rondoniense que é 8,5% à média nacional; e a Infraestrutura, por conta da nova cobrança do pedágio da BR-364, encarecendo a logística e elevando o “Custo Brasil”.

Expectativa de Retomada

Apesar dos obstáculos, há sinais de resiliência. Raniery Araújo Coêlho, presidente da Fecomércio-RO, e Vice-Presidente da CNC, destaca que a intenção de consumo das famílias cresceu 1,5%, o que traz uma perspectiva positiva para os meses seguintes.

A expectativa das lideranças do setor é que, após o período de Carnaval, a capacidade de inovação dos lojistas e uma possível flexibilização monetária ajudem a recompor o otimismo para o restante do ano.

“O empresário do comércio de Rondônia é otimista por natureza. Apesar dos problemas sempre inova e busca novas formas de superar seus obstáculos. Este ano, com Copa do Mundo e eleições, deve, muito em breve, voltar a ter níveis mais elevados de otimismo”, ressaltou o presidente.

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