Porto Velho (RO) sexta-feira, 3 de abril de 2026
opsfasdfas
×
Gente de Opinião

Economia

Receita determina e chega a vez dos autônomos que vendem no CPF


Receita determina e chega a vez dos autônomos que vendem no CPF - Gente de Opinião

Autônomos no CPF devem sentir pressão por nota fiscal já a partir de janeiro de 2026. O trabalho “no CPF” deve enfrentar uma mudança prática importante: a emissão de nota fiscal tende a deixar de ser exceção e virar rotina para quem presta serviços ou vende de forma recorrente. A movimentação ocorre porque o país está avançando na padronização de documentos fiscais eletrônicos, dentro do pacote de mudanças ligado à Reforma Tributária, com mais integração entre sistemas e mais rastreabilidade das operações. Hoje, muitos autônomos ainda trabalham sem emitir nota em várias situações do dia a dia, principalmente quando atendem pessoas físicas. Mas, com a nova fase a partir de 01/01/2026, a expectativa é de aumento da cobrança e do “pedido de nota” — especialmente quando o cliente é empresa (CNPJ), mas também em atendimentos a pessoa física (CPF), conforme as regras e a adoção dos sistemas pelos órgãos responsáveis. Junto disso, cresce outro ponto de atenção: organização e imposto. Quem trabalha como pessoa física precisa ter cuidado com a origem e o registro dos valores recebidos. Dependendo do tipo de recebimento, pode existir apuração mensal (como no Carnê-Leão, quando aplicável) e, claro, a declaração anual do Imposto de Renda dentro das regras vigentes. Ou seja: não é só “receber e pronto” — é receber, registrar e conseguir justificar. Por isso, a pergunta que fica para muitos profissionais é direta: não vale mais a pena virar MEI? Em vários casos, o MEI facilita a emissão de nota, organiza o trabalho com um CNPJ e ainda traz contribuição ao INSS por um custo mensal relativamente baixo. Mas não é solução universal: depende da sua atividade, do seu faturamento e do seu modelo de negócio. O recado, no fim, é simples: 2026 tende a apertar a informalidade no CPF, então quem se antecipar agora — organizando finanças e buscando orientação contábil — deve sofrer menos quando a exigência bater na porta.

Assista: https://youtu.be/0N3wAVr8fzo

 

Rondônia realiza Fórum Estadual para conectar empreendedores e investidores em dezembro

O Fórum Estadual de Empreendedores e Investidores de Rondônia será realizado nos dias 17 e 18 de dezembro, em Porto Velho, com a proposta de reunir empreendedores, investidores, MEIs e pequenos e médios empresários de diferentes segmentos, tanto urbanos quanto rurais. A iniciativa é organizada pelo Instituto Kadosh de Desenvolvimento da Amazônia, em parceria com a Sedec (Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico). A programação prevê abertura no dia 17, às 8h, e encerramento no dia 18, às 17h30. De acordo com a organização, o evento terá como foco a discussão de oportunidades de investimento, além de temas ligados à gestão e planejamento de negócios, com a intenção de fortalecer o ambiente de empreendedorismo e ampliar o desenvolvimento econômico no estado. O fórum deve contar com oito palestras e quatro rodas de conversa com o público-alvo. Ao final, está prevista a construção coletiva de um documento com propostas de melhoria em políticas públicas, especialmente sobre acesso a crédito e outras demandas relacionadas ao empreendedorismo, comércio, transportes, logística e indústria, com atenção às necessidades das pequenas empresas.

Assista: https://youtu.be/FW4JiWLOL9c

 

Restam só 10 dias para aprovar o novo teto de faturamento para as Pequenas Empresas

Em dezembro de 2025, o Projeto de Lei Complementar nº 108, de 2021, que trata da atualização dos limites de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI), das microempresas e das empresas de pequeno porte, ainda não foi votado pela Câmara dos Deputados. A proposta tem como objetivo adequar esses limites à realidade econômica atual, após anos sem reajuste, e permanece em tramitação apesar de já ter cumprido etapas relevantes no Congresso Nacional. Segundo o Advogado Marcos Tavares o projeto foi aprovado no Senado Federal e analisado por todas as comissões competentes na Câmara dos Deputados, mas aguarda inclusão na pauta de votação desde setembro de 2022. Os limites de faturamento do MEI, das microempresas e das empresas de pequeno porte estão congelados desde 2018, período em que houve mudanças significativas no cenário econômico. Entre 2018 e 2025, a inflação acumulada medida pelo INPC alcançou aproximadamente 49,8%. No mesmo intervalo, o salário mínimo base para o cálculo da contribuição mensal do MEI foi reajustado em cerca de 59,11%. Como resultado, o valor pago pelo microempreendedor individual aumentou, enquanto os limites de faturamento permaneceram inalterados. Esse descompasso gera impactos diretos sobre a permanência de empreendedores no regime do Simples Nacional. Sem a atualização dos tetos de faturamento, há restrições à formalização e à continuidade de negócios enquadrados como MEI, microempresa ou empresa de pequeno porte. Caso o projeto não seja votado e sancionado até o fim de 2025, eventuais novos limites só poderão produzir efeitos a partir de 2027. Tavares também analisa que mesmo com a eventual aprovação ainda em 2025, a defasagem acumulada entre a data de apresentação do projeto e sua possível entrada em vigor é estimada em cerca de 20%. Esse cenário evidencia que a atualização proposta já nasce parcialmente defasada em relação à evolução dos custos, dos insumos e da carga contributiva suportada pelos pequenos negócios. A análise indica que a atualização dos limites de faturamento tende a ampliar a base de contribuintes, favorecer a manutenção da formalidade e preservar o enquadramento de micro e pequenos empreendedores no Simples Nacional. Entidades representativas do setor têm atuado junto à Câmara dos Deputados, lideranças partidárias e frentes parlamentares para viabilizar a votação ainda em 2025. A tramitação do Projeto de Lei Complementar nº 108/2021 permanece como um ponto central na discussão sobre adequação tributária, formalização e arrecadação envolvendo o MEI, as microempresas e as empresas de pequeno porte no país. Com o mesmo limite de faturamento, só mágica para vender mais e faturar menos e tudo indica que 2026 será um ano muito difícil para MEIs, Micro e Pequenas Empresas. Com o limite de faturamento congelado há mais de 8 anos, os custos só aumentam e o empreendedor precisa vender mais sem poder faturar mais. Hoje, muitos MEIs vivem no limite dos R$ 81 mil (ou até R$ 96 mil), pagando multas e impostos cheios apenas para continuar no sistema. O problema é que a fiscalização está cada vez mais rígida: PIX, cartão e compras no CNPJ são cruzados automaticamente pelo fisco. E se passar limite a migração para ME pesa no bolso. O SIMPI já alertou deputados e governos sobre o risco real de demissões e fechamento de empresas. Há diálogo e esperança, especialmente em Rondônia, mas o tempo é curto. Sem atualização dos limites, a mágica acaba — e quem paga a conta é o pequeno empreendedor.

Assista: https://youtu.be/O4T0TBWvUdU

 

Reajuste de 6,79% no salário-mínimo define novos valores do DAS-MEI a partir de janeiro de 2026

O governo federal confirmou o salário-mínimo em R$ 1.621 para 2026. Esse valor representa aumento de 6,79% relação ao atual. A mudança afeta diretamente a contribuição mensal dos Microempreendedores Individuais (MEI), que acompanha o piso nacional. O reajuste de 6,79% aplica-se a partir de janeiro de 2026. Os efeitos aparecem nos pagamentos de fevereiro. Milhões de trabalhadores e beneficiários do INSS sentem o impacto dessa atualização anual. Os microempreendedores precisam preparar-se para os novos valores do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS). A contribuição previdenciária baseia-se em percentual do salário-mínimo. A contribuição mensal do MEI varia conforme a atividade exercida. O INSS corresponde a 5% do salário-mínimo, somado a impostos fixos quando aplicáveis. Sendo para comércio e indústria: R$ 82,05 (INSS de R$ 81,05 + R$ 1,00 de ICMS); para prestadores de serviços: R$ 86,05 (INSS de R$ 81,05 + R$ 5,00 de ISS) e para comércio e serviços: R$ 87,05 (INSS de R$ 81,05 + R$ 1,00 de ICMS + R$ 5,00 de ISS). Esses valores começam a valer nos boletos com vencimento em 20 de fevereiro de 2026, referentes à competência de janeiro. O pagamento em dia mantém os direitos previdenciários ativos. E é necessário lembrar que o pagamento regular do DAS assegura acesso a diversos benefícios do INSS. Esses direitos protegem o microempreendedor e sua família em diferentes situações. Os principais incluem aposentadoria por idade, aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, salário-maternidade, pensão por morte e auxílio-reclusão para dependentes. O cálculo considera as contribuições realizadas e o período de carência exigido para cada benefício.

Gente de OpiniãoSexta-feira, 3 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Receita Federal notifica mais de 1,2 milhão de empresas para exclusão do Simples! Dez mil só em Rondônia

Receita Federal notifica mais de 1,2 milhão de empresas para exclusão do Simples! Dez mil só em Rondônia

Mais de 1 milhão e 200 mil pequenas empresas em todo o Brasil, sendo quase 10 mil em Rondônia, foram notificadas pela Receita Federal com o Termo de

Fecomércio-RO cita estudo da CNC e aponta impacto econômico de proposta sobre jornada 6x1

Fecomércio-RO cita estudo da CNC e aponta impacto econômico de proposta sobre jornada 6x1

A Fecomércio-RO manifestou preocupação com os efeitos econômicos da proposta em debate no Congresso Nacional que altera o modelo de jornada de traba

Páscoa deve movimentar R$ 139,2 milhões no comércio de Rondônia em 2026

Páscoa deve movimentar R$ 139,2 milhões no comércio de Rondônia em 2026

O período de Páscoa deve movimentar cerca de R$ 139,2 milhões na economia de Rondônia em 2026, segundo levantamento da Fecomércio-RO, realizado no m

Abrasel lança cartilha para ajudar MEIs a vender melhor no delivery

Abrasel lança cartilha para ajudar MEIs a vender melhor no delivery

Os microempreendedores individuais representam a maior parte do setor de alimentação fora do lar no país. Segundo pesquisa da FGV em parceria com a

Gente de Opinião Sexta-feira, 3 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)